SINOPSE

No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Sarah Gavron

Roteiro:

Abi Morgan

Gênero:

Drama

Produção:

Alison Owen, Faye Ward

Elenco:

Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep, Brendan Gleeson

Produção:

Alison Owen, Faye Ward

Nacionalidade:

Reino Unido

Ano de Produção:

2015

Data de Lançamento:

24 de dezembro de 2015

Distribuição:

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Montagem:

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Montagem:

Efeitos Especiais:

Efeitos Visuais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Item não avaliado

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Num momento como esse, em que a sociedade começar a se perguntar qual é o verdadeiro papel da mulher na sociedade, um filme como ‘As Sufragistas’ deveria vir muito bem a calhar. Pena que esse não é o caso.
A história de ‘As Sufragistas’ se passa no início do século XX, época em que as mulheres ainda não possuem o direito de voto. Então, um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Eis que então surge a personagem principal Maud Watts, interpretada por Carey Mulligan, que descobre o movimento das feministas e passa a enfrentar grande pressão da polícia e dos familiares.

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É impressionante como uma história interessante pode se tornar tão “sem sal” dependendo da forma como é desenvolvido. O roteiro de Abi Morgan parece não ter vida, apesar de seu material bruto ser tão bacana. O movimento feminista é forte, e cada vez mais se intensifica dentro da sociedade, e ‘As Sufragistas’ não conseguiu o feito de se aproveitar disso. O elenco formado por nomes como Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep e Brendan Gleeson apresenta um saldo bem positivo, porém os poucos minutos de cena de Streep frustram o espectador. Helena Bonham Carter é, como sempre, intensa e verdadeira, dando força à sua personagem Edith Ellyn, uma das feministas que lideram o grupo.

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Apesar de todos os pontos negativos envolvendo ‘As Sufragistas’, ele apresenta um fato interessante a ser discutido. Ele nos faz refletir sobre o machismo que existe entre as próprias mulheres. No longa, Maud tem que lidar com o preconceito das próprias mulheres em relação à sua decisão de seguir o movimento feminista, que exigia o direito de voto. O grupo luta pelo direito de todas as mulheres, mas nem todas as mulheres enxergam isso, e se afundam no machismo já presente na sociedade, e se acomodam nele. O mundo “moderno” vive um fenômeno parecido, onde as próprias mulheres tendem a ter pensamentos machistas.
‘As Sufragistas’ não consegue aproveitar o momento interessante, mas ao menos consegue nos trazer à tona essa reflexão. Você, mulher, é machista?