Alan Rickman, ator inglês nascido em Hammersmith, Londres, poderia fielmente ser descrito pelo título da peça de Oscar Wilde, ‘A Importância de ser Prudente.’ O jovem Rickman somente aos 25 anos após uma formação em design na ‘College of Art’ como forma de ganhar a vida, órfão de pai ainda na infância, apostou na carreira artística por ver segurança em seus pés. Na prestigiosa ‘Royal Academy of Dramatic Art’ encontrou seu norte e uma carreira sólida e premiada.

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Foi na maturidade de papéis shakespearianos que a produção de ‘Duro de Matar’ o escalou para o vilão Hans Gruber, o antagonista clássico de John McLane (Bruce Willis), o herói cínico policial nova-iorquino da franquia de sucesso.
Seguiu-se assim uma galeria de sinistros e inesquecíveis personagens como o Xerife de Nottingham (Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões). Rasputin (1996) o monge russo de traços trágicos em produção para a TV. E o mais recente e laureado pela garotada, Severo Snape, o amargurado professor da escola de feiticeiros de Harry Potter.

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Não foi somente este o ícone que o popularizou no universo infanto-juvenil e “nerd”. Quem não lembra da voz dada ao depressivo robô Marvin da adaptação de ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’? Ainda temos o anjo Metatron, na sátira bíblica de Kevin Smith ‘Dogma’ que ironizou os preceitos mais fundamentais cristãos com um hilário décimo terceiro apóstolo (Chris Rock), expulso da irmandade por ser negro.

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Mantendo a sólida formação teatral no cinema, o ator protagonizou a adaptação de Ang Lee para Jane Austin ‘Razão e Sensibilidade’ e o terno e protetor pai da perseguida vítima do psicopata de ‘Perfume – A História de um Assassino’. Nos palcos passou de Marco Antônio em Shakespeare, com Helen Mirren como Cleópatra e Vicomte de Valmont, o sedutor cruel de ‘Ligações Perigosas’.

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Com riqueza de papéis, discrição na vida pessoal e versatilidade na carreira, Rickman, assim como o cantor inglês David Bowie, nos deixou nesta semana após um câncer, até o momento desta reportagem, não declarado de seu tipo.
Ficaremos com saudade deste malvado favorito que passou como cavalheiro pelos palcos da vida como diria o bardo. Adeus Snape!