Num mundo onde as produções audiovisuais cada vez mais não encontram mais barreiras seja culturais ou idiomáticas. Assistir dramas Coreanos, Novelas Mexicanas, Séries Britânicas se torna mais usual ainda mais com os serviços de streaming que tem como objetivo disseminar conteúdo pelo mundo todo.
Diante desse cenário, cada vez menos faz sentido Hollywood comprar direitos de sucessos recentes de filmes estrangeiros e fazer suas versões americanizadas das histórias contadas e premiadas em outros países.
Esse é o caso de “Amigos para sempre” remake americano do maior sucesso do cinema francês lançado em 2011 “Intocáveis”.

Na nova versão, o diretor Neil Burguer fez tudo aquilo que Capitão América gosta e entende: Referencias.
Agora regras de Baseball, Aretha Franklin e hot dogs ganham o espaço na história que une o escritor e empresário Phillip (Bryan Cranston) que tenta encontrar um cuidador para ajudar na sua rotina diária depois de um acidente que o deixou tetraplégico e Dell (Kevin Hart) que acaba de sair da prisão e tenta recomeçar a vida depois de ser preso.
O excêntrico empresário resolve dar uma chance ao único que não o vê como um inválido e mesmo sem a experiência necessária dá uma oportunidade ao ex presidiário e uma relação de amizade dentro de um cenário improvável se cria.
Enquanto um sente mais vivo, seja usando maconha ou encontrando prostitutas, o outro aprende que pode criar uma relação melhor com seu filho e sua mulher.

Com a presença de Hart, famoso por várias comédias, o filme se torna mais bem humorado que o original apesar de repetir inúmeras sequências que remetem ao pastelão feitas pelo ator Omar Sy no original. A verdade é que o filme repete situações e se apoia na boa história baseada em fatos para recontar uma momentos que ainda estão na memória recente do grande público. Até mesmo a estrutura da montagem é repetida com o Flash Forward da cena de perseguição de carros no ínicio do filme.

Apesar do bom elenco que ainda tem Nicole Kidman no papel de Yvonne , a dedicada assistente do milionário, o filme não trás nada de novo e trás de volta discussão em torno da falta de criatividade das produções americanas que se limitam a reler produções de 20 anos atrás, adaptar best sellers e quadrinhos ao invés de apoiar produções originais totalmente inéditas. Diante um publico cada vez mais exigente, cada vez ficará mais difícil para alguns estúdios se manterem apoiadas no sucesso dessas releituras enquanto serviços de Streaming abrem espaço para produções originais com distribuição mundial e um púbico cada vez mais abrangente e exigente.