“Só canto lá em casa”, diz Andreia Horta sobre Elis.

As cinebiografias compõem uma faceta marcante do cinema brasileiro atual e o Festival de Gramado programou uma delas em sua competição. ‘Elis’ conta a vida e obra da Pimentinha, encarnada na tela por Andréia Horta (Muita Calma Nessa Hora 2), atriz ovacionada de pé após a sessão do longa. No entanto, o que se ouve as cenas é a voz original da cantora.

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“Não sou cantora, só canto lá em casa”, confessou a atriz em coletiva de imprensa durante o festival. “Sempre sabíamos que a voz que ficaria seria da Elis, porque é o que o público quer ouvir”.
Conseguir o papel foi um esforço pessoal de Andreia, que abordou o diretor Hugo Prata no começo da fase de pré-produção. “Ela me procurou e logo vi que Andreia tinha, além do talento, principalmente a compreensão da personagem muito profunda e de sua força dramática”, relatou.

“Elis é uma personagem muito rica, não só pela música”, falou Hugo. “É uma delícia para um cineasta contar com uma personagem tão controversa”.

O trabalho certamente é um marco na carreira de Horta, que se mostrou preocupada com suas escolhas profissionais. “Estou interessada na experiência”, afirmou. “Isso pontua minhas escolhas e digo não a uma porção de coisas, mas tenho tido sorte no que digo sim”.

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O diretor destacou a “carta branca” concedida pelos filhos de Elis Regina, o que abriu espaço para autenticidade. “A família foi incrível porque nos deram liberdade”, elogiou Prata. “A melhor forma de colaborar era dar liberdade”.
Outro ponto da conversa foi à questão da falta de alguns momentos marcantes da passagem de Elis. “Tivemos que procurar ser concisos”, explicou. “Em filme de duas horas não dá conta de uma vida. O arco dramático ajuda a entender a jornada de Elis”.

Elis tem estréia comercial marcada para 13 de outubro.