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Finalmente a espera acabou. Depois de três anos, já estava mais do que na hora de o Cinema ganhar um segundo filme sobre o primeiro vingador.
Chris Evans encarna novamente o famoso Capitão América em mais um filme da aclamada Marvel. Distribuído pela Walt Disney Pictures, “Capitão América 2 – O Soldado Invernal” chega para amenizar, ou podemos dizer, tirar, aquela imagem apagada que ficou com “Homem de Ferro 3” e “Thor – O Mundo Sombrio”, filmes que não agradaram muito o público.
Superando o primeiro filme, que precisou de um bom tempo para a construção do personagem, a continuação é recheada de tiroteios, explosões, perseguições, e muitas, mas muitas cenas de corpo a corpo, revelando um herói mais humano.
Scarlett Johansson, como a misteriosa Viúva Negra, tem papel importante no longa, onde sua personagem surge como a grande parceira de Steve Rogers. Samuel L. Jackson interpreta, mais uma vez, o importante Nick Fury, que tem muitos bons minutos em cena, criando uma importância ainda maior para a história.
O elenco ficou ainda mais glorioso com o ingresso do veterano Robert Redford no mesmo. O ator, de “Leões e Cordeiros”, interpreta o agente Alexander Pierce, essencial para o desenvolvimento do filme.
Dividindo a direção de “Capitão América – O Soldado Invernal”, os irmãos Anthony Russo e Joe Russo fazem um trabalho impecável, digno de aplausos.
O roteiro ficou nas mãos de Christopher Markus e Stephen McFeely. Ambos deram à obra cinematográfica um dos roteiros mais bem feitos, ou talvez o mais bem feito, dos filmes da Marvel, com uma estrutura incrível, sem cenas desnecessárias ou exageros.
Os efeitos especiais merecem destaque. De explosões, até feições humanas, os efeitos visuais de “Capitão América 2 – O Soldado Invernal” fazem do filme, um colírio para os olhos atentos dos espectadores. Os ângulos de filmagens se mostram extremamente adequados, nos dando sempre uma visão interessante dos acontecimentos.
O único ponto negativo do filme se faz em uma cena em que Steve Rogers anota em um bloco, alguns nomes de pessoas, filmes e bandas, por exemplo, que são indicados para que ele procure e se informe mais sobre o que aconteceu enquanto ele esteve congelado. A questão é que, a Disney teve a idéia de fazer uma pesquisa em cada um dos países que recebeu o filme, perguntando aos fãs do herói o que eles gostariam que fosse colocado nesse bloco de indicações, e os fãs brasileiros optaram por nomes como Xuxa, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas e Wagner Moura. Apesar de alguns desses nomes serem realmente importantes, como o piloto de
Fórmula 1 Ayrton Senna, essa invenção da Disney se fez sem sentido, não sendo adequado ao contexto do filme.
O longa-metragem conta com momentos cômicos, mas sensatos e elegantes, como nas cenas construídas por Steve Rogers/ Capitão América e o Falcão, vivido por Anthony Mackie. Já os momentos mais tensos ficam por conta do vilão, o Soldado Invernal, vivido por Sebastian Stan, integrante do elenco do primeiro filme.
A trilha sonora do compositor Henry Jackman nos chama a atenção em todos os momentos, pois cria um ambiente propício para as aventuras do primeiro vingador.
Os créditos, ao final do filme, já são estruturados e muito bem feitos, na espera de os espectadores sigam os padrões e esperem para ver as cenas após os mesmos, em que sempre são dadas algumas pitadas do que os fãs irão encontraram nos próximos filmes da produtora.