SINOPSE

1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Dorota Kobiela, Hugh Welchman

Roteiro:

Dorota Kobiela, Hugh Welchman

Gênero:

Animação, Biografia, Drama

Produção:

Trademark Films

Elenco:

Saoirse Ronan, Jerome Flynn, Aidan Turner, Helen McCrory, Eleanor Tomlinson, Chris O´Dowd

Nacionalidade:

Reino Unido, Polônia

Ano de Produção:

2017

Data de Lançamento:

30/11/2017

Distribuição:

Europa Filmes

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

O pintor Vincent Willem Van Gogh foi um gênio da arte pós-impressionismo, tornando-se referência por seu estilo próprio de fazer suas obras. Van Gogh teve uma vida triste e atribulada; mal conseguia obter o próprio sustento, não constituiu uma família, tinha poucos amigos, ainda vivo vendeu apenas um quadro e não julgava que suas fabulosas pinturas jamais seriam rentáveis ou famosas e, infelizmente só veio ganhar notoriedade (póstuma) em 1901 após suas pinturas serem exibidas em Paris. Van Gogh supostamente cometeu suicídio em 1890 aos trinta e sete anos. Sua vida é retratada, melhor dizendo, literalmente pintada nas telas dos cinemas com estreia hoje no belíssimo “Com Amor, Van Gogh”.

Esta é a segunda produção que a polonesa Dorota Kobiela e o britânico Hugh Welchman trabalham juntos (após “O Piano Mágico”), que filmaram os atores em cena e foram pintados a óleo manualmente passo a passo por cerca de sessenta e cinco mil quadros individuais para cada movimento, executados por vinte e cinco mil artistas e um custo de cinco milhões e meio. O charmoso visual é cem por cento inspirado nos quadros de Van Gogh e o resultado ficou tão hipnotizante quanto suas obras em efeitos texturados.

“Com Amor, Van Gogh” começa com uma emblemática cena do seu quadro mais famoso; A Noite Estrelada — que também foi homenageado por Woody Allen no pôster do filme “Meia Noite em Paris” —, após um ano da morte do artista, quando Armand Roulin, filho de um carteiro que viaja de Arles a AuverssurOise (cidade onde Van Gogh faleceu), na missão de levar uma carta escrita por Van Gogh até Theo seu irmão e de entrevistar aqueles com quem o pintor manteve contato nos últimos dias de vida. Muitas dúvidas rodeiam sob a morte de Van gogh após 2011 Steven Naifeh e Gregory White afirmarem em seu livro Van Gogh a Vida que ele não teria se matado e sim, fora assassinado por um jovem de dezesseis anos, que o perturbava.

Assim como sua morte, o fato de Van Gogh ter cortado a própria orelha e ter entregue pessoalmente a uma mulher que conhecera em um bordel também é um mistério. A teoria mais aceita seria de que seu irmão mais novo Theo Van Gogh estaria prestes a se casar e Vincent pensara que o casamento ameaçaria seus negócios — que por ventura era Theo quem o ajudava a se sustentar e por diversas vezes deixou de comprar comida para comprar tintas. Esta história é contada de maneira mais profunda no filme “Sede de Viver”, protagonizado por Kirk Douglas numa produção de 1956.

O drama não é apenas um filme de arte para se apreciar. É encantador e tem uma sensibilidade, um jeito terno de tocar o público com suas cores e a fidelidade de manter viva os quadros dele. É curioso saber que replicar obras de arte de um talento extraordinário do nível de Van Gogh nas telas do cinema é um trabalho árduo e que pode dar certo. Deu de maneira tão geniosa que parece ter sido dirigido e supervisionado pelo próprio Van Gogh.

Esta sublime animação conta com atores britânicos Douglas BootAidan Turner, Jerome Flynn e Saoirse Ronan que podem ser facilmente reconhecidos, mas este detalhe não chega a ser complexo por o gráfico ser bastante fiel aos quadros de Van Gogh como A Casa Amarela, A Noite Estrelada, O Café à Noite na Place Lamartine e alguns auto-retratos. São belezas captadas em impressionantes pinturas que os realizadores souberam explorar e o público sai da sala de exibição satisfeito dizendo a si mesmo ”isso sim é arte!” pois, unem a terceira (pintura) e sétima (cinema) artes para falar numa única linguagem.