Chega aos cinemas mais uma adaptação. Dirigido, roteirizado e protagonizado por Edward Norton, ‘’Motherless Brooklyn’’ (original) é baseado no livro de ficção policial de mesmo nome, escrito por Jonathan Lethem e publicado em 1999. O filme onde Norton homenageia sua querida New York, se passa nos anos 50 e é puro mistério e investigação, uma pena que não que funcione muito bem…

A trama conta a história do protagonista Lionel Essrog, um atípico detetive que sofre com a síndrome de Tourette, na qual o indivíduo tem tiques múltiplos incontroláveis, no seu caso, fazendo soar palavras repetitivas e frases aleatórias. Entretanto, seus tiques – no início até que cômico – após alguns minutos de filme se tornam cansativos e incômodos por serem muito insistentes em todas as cenas, além de serem desnecessários no foco da investigação dada no longa. De certo, o que era para ser um algo divertido, acaba frustrando o expectador.

O longa-metragem gira em torno da resolução da morte de Frank Minna (Bruce Willis), chefe da equipe de investigadores ‘’L&L’’, em que Lionel faz parte. Além de ter uma curta participação no filme, sua relação com os colegas de trabalho pouco é explorada e deixa a desejar. Sem nenhuma pista, Lionel tem a ânsia de saber quem foi o responsável pela morte de seu mentor, e então inicia sozinho uma persistente busca pelo assassino.

Um dos diversos problemas do filme é que na sua tentativa de desfecho, do nada o protagonista tem a ideia de achar uma pista crucial em um lugar onde o público já poderia desconfiar, menos ele. Então de repente, a encontra e toda a enrolação que já tinha acontecido foi praticamente por água a baixo, assim como o tempo do público.

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A atuação de Norton, já indicado três vezes ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante merece o devido reconhecimento de um ótimo trabalho feito. Também há a participação de atores conhecidos, como Willem Dafoe e Alec Baldwin. Majoritariamente formado por um elenco de homens, a presença da atriz britânica Gugu Mbatha-Raw (conhecida por Doctor Who), no papel de Laura Rose, é importante no roteiro.

Mesmo com diversas falhas, Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe merece elogios por seus figurinos, já que é inspirado na década de 1950, como um filme antigo de detetives, esse elemento dá um ar charmoso e requintado às cenas, além da trilha sonora dominada pelo jazz e blues, somente pecando no tom clichê de mistério.

Com diálogos extensos e cansativos, o longa (põe longo nisso), até que apresenta algumas reflexões, mas a essa altura o público já está estafado com uma história que caminha em círculos e não chega a nenhuma conclusão. É ótima para medir a paciência de quem o assiste.