SINOPSE

Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival (James McAvoy), chefe da localidade, a assassina brutal usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões.

FICHA TÉCNICA

Direção:

David Leitch

Roteiro:

Kurt Johnstad

Gênero:

Ação, Suspense

Produção:

Beth Kono, Kelly McCormick, Peter Schwerin, A.J. Dix, Charlize Theron

Elenco:

Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella, Toby Jones, John Goodman, Eddie Marsan, Bill Skarsgard, James Faulkner

Nacionalidade:

Estados Unidos

Ano de Produção:

2017

Data de Lançamento:

31 de agosto

Distribuição:

Universal Pictures

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Durante o conflito geopolítico e ideológico entre Estados Unidos e União Soviética ocorrido entre o tempo pós-Segunda Guerra e o ano de 1991, ficou conhecido como a famosa “Guerra Fria”, dado esse nome por ser uma guerra mais estratégica do que física, rendendo, assim, altos casos de espionagem.

Mas essa minha introdução à ambientação do novo filme dirigido por David Leitch vocês já conhecem e já estão meio cansados de ouvir, e é exatamente isso que ‘Atômica’ é.

Longe de ser um filme ruim, ‘Atômica’ traz o conceito espionagem novamente aos cinemas, retirado da graphic novel escrita por Antony Johnston, e “joga no verde”, ou seja, faz sua lição de casa com uma história redonda e fechada, mas não passa disso.

Apesar de no geral ser muito mais do mesmo, Leitch consegue trazer elementos diferentes e interessantes, e o primeiro que merece mais destaque é sua direção. Mesmo fazendo um bom trabalho, mas nada surpreendente, em cenas de diálogos e desenvolvimento, Leitch encanta nas cenas de ações secas e densas, com um belo trabalho de som que só fortalece essas características.

Lutas aparentemente reais e bem filmadas – destaque para a belíssima cena de plano sequência com Charlize arrebentando – fortalecem cada vez mais sua marca adquirida em ‘John Wick: De Volta ao Jogo’ (2014), mas Leitch, infelizmente, surpreende só nisso, sem ter (pelo menos até agora) um roteiro que fortaleça ainda mais seu potencial.

Com elementos muito padrão de filmes de ação e espionagem, ‘Atômica’ não eleva o tema e entrega aquilo que o público já está acostumado a assistir. Particularmente, enxergo isso como algo ruim, mas sabemos que funciona, e isso é o que importa.

Difícil de definir ‘Atômica’ sem repetir termos já utilizados aqui no texto, gosto de olhar para o longa como uma graphic novel. Sim, sei que o filme foi adaptado de uma, e aliás, foi muito bem. O filme traz elementos dos quadrinhos diversas vezes, seja na linguagem mais dinâmica ou no visual mais “cartoonesco”, mas ele entrega uma história boa, fechada, redonda e com cenas que divertem, como se fosse uma leitura rápida de um quadrinho divertido.

Mesmo com diversas cenas de ação bem trabalhadas e que encantam os olhos dos fãs de filmes de luta, o filme apresenta plots fracos e previsíveis em meio a uma história clichê e padrão – que gosto de reforçar diversas vezes – e perde aquele espectador que esperava algo a mais.

Outro grande destaque vai para o fantástico trabalho de Charlize Theron, que não só arrasa sendo a melhor espiã da MI6 – inteligência britânica – mas como também consegue entregar um belo trabalho de atuação, chegando a lutar por conta própria nas cenas de ação (seus dois dentes perdidos não gostaram tanto disso). Como protagonista, Charlize não cansa em tela e consegue ter um ótimo dinamismo com os outros personagens, principalmente nas cenas de interrogatório, com John Goodman e Toby Jones presentes.

A direção de Leitch caminha lado a lado com a trilha sonora totalmente anos 80 e de encantar os ouvidos durante a sessão. New Order, David Bowie, George Michael, entre outros, são bem utilizados nos momentos narrativos, já que as músicas são tocadas através de discotecas, rádios e shows, mas falha em certas vezes querer utiliza-la demais, não em quantidade, mas sim utilizar a música em primeiro plano, sendo que naquele momento, o que está em segundo é o mais importante.

Torcendo para que ‘Atômica’ fosse mais um dos filmes que me fizesse sair do cinema empolgado e feliz, ele me rendeu uma certa frustação e me deixou com gostinho de “poderia ser melhor”. Mas entregou um trabalho bem feito, mas longe de ser digno de nota máxima.