SINOPSE

Quando um padre é sentenciado à prisão após a morte de uma freira em que praticou um exorcismo, uma jornalista investigativa se esforça para desvendar de fato se ele assassinou uma pessoa mentalmente doente ou se apenas perdeu uma batalha contra uma presença demoníaca.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Xavier Gens

Roteiro:

Chad Hayes, Carey W. Hayes

Gênero:

Terror

Produção:

Elenco:

Sophie Cookson, Corneliu Ulici, Brittany Ashworth

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2018

Data de Lançamento:

19/04/2018

Distribuição:

IMAGEM FILMES

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

O novo terror dos criadores de “Invocação do Mal” e “Anabelle”, traz uma obra baseada em uma história real de um padre sentenciado à prisão após a morte de uma freira, da qual foi praticado um exorcismo. Com toda comoção da mídia e população, uma jornalista investiga se o padre cometeu assassinado em uma mulher doente ou combateu uma presença demoníaca.

A chegada de “Invocação do Mal” nos dava a esperança de filmes de terror terem uma profundidade do medo e do horror muito maior do que estávamos acompanhando depois dos excelentes de “A Bruxa de Blair” ou “O Exorcismo de Emily Rose”. Mas como um efeito cascata, temos mais uma grande produção para uma coleção de filmes esquecíveis, e “Exorcismos e Demônios” não é diferente, previsível, catalisador do mais genérico terror. Temos aqui o comum de cada mês no cinema de horror.

Calma, nem tudo é de tão mal na obra, alguns momentos – pronunciados pela trilha sonora – são bem executados, como algumas tomadas bonitas da cidade dos acontecimentos na Hungria, alguns sustos funcionam, mas com o passar do tempo se repara que o susto vêm muito mais do som do que da imagem, a apreensão logo da lugar ao conforto com a cena, e se pensar que você está de frente para o demônio e se sente confortável, em um filme de terror, de fato algo está errado.

Medo é um estado de efeito dado pela consciência na presença de perigo, talvez a informação dos fatos reais nos letreiros iniciais, sejam o que de fato vai causar a ansiedade de alerta em certas cenas no público, mas o peso do prenúncio não é o mesmo da chegada do mesmo, logo que vemos o que devíamos temer, ficamos tranquilos, pelos efeitos pouco práticos e muito digitais e pela atuação econômica do elenco. A ameaça não é sentida como retratada, a direção pesa em momentos cruciais onde devíamos ver mais o sobrenatural do que susto com cachorros ou pessoas olhando pela janela.

 

 

Susto é uma ação biológica que ocorre quando uma pessoa vê ou ouve algo inesperado. Pois é, a surpresa é algo deixado de lado, tanto roteiro, como tomadas de decisões dos personagens deixam o filme com aquele gosto de já vi isso em contáveis filmes, e melhor. A perca de grandes possibilidades é dada em momentos em que o filme poderia potencializar com um direção melhor pensada. Exemplo:

Spoiler Alert:

A protagonista foge de uma presença ameaçadora no que se encontra no seu carro e corre pra um milharal, na noite, sem ninguém por perto, que o que acontece? Nada.

Continuando sem spoilers.

O roteiro nos força a finalizar a história o quanto antes, sem espera para criarmos empatia sobre a história, as vitimas e com o medo. Criação de relações que não nos levam a lugar algum, podemos até forçar a mente de forma caridosa e pensar que essas relações são tentações pelo pecado, mas como função narrativa, tais decisões nãos nos levam a nada.

E virou uma moda desenfreada de todo novo trailer de filme de terror, temos a promessa de ser algo aterrorizante, como ”o mais assustador, o mais pesado, perturbador e etc”… A busca do clique nos dá um presságio de que as palavras devem revelar a obra mais do que o áudio e o visual. O que esperamos de um filme de terror, deve dar combustível para já formalizarmos em nossas cabeças, de que o que vamos ver é algo nunca visto. E “Exorcismos e Demônios” não é assim.

Muito mais como um pipocão e com um esforço, “Exorcismo e Demônios” pode ser um bom passatempo para quem quer se sentir acuado em alguns segundos, mas está longe de ser algo como “Invocação do Mal”.