Ela era forte, estonteante, dona de um dos olhares mais marcantes de Hollywood e com um currículo artístico que impressionava qualquer diretor e produtor do meio, por mais exigente que fosse. Sua presença era deslumbrante, forte, expressiva. Não à toa, viveu personagens memoráveis nas telonas, levou duas estatuetas do Oscar para casa e tornou-se fonte de inspiração para atrizes do mundo inteiro.

708 (2085) Elizabeth TAYLOR, amerikanisch-britische Schauspielerin, Portrait im Studio, undatiert ca. Mitte der 50er Jahre. [Nutzung nur mit Genehmigung und gegen Honorar, Beleg, Namensnennung und zu unseren AGB. Nur zur redaktionellen Verwendung. Honorare an: KEYSTONE Pressedienst, HASPA, BLZ 200 505 50, Kto. 1235130877], Personen, Schauspielerin, amerikanisch, amerikanische, britische, Name= Taylor, Elizabeth, Name= Taylor, Liz, Elizabeth Rosemond Taylor,, color, grün, Hochformat, 20. Jahrhundert, 50er Jahre, Portrait, Studio, Armreif, Ring , a00232, Brünette, brünett

Considerada uma das mulheres mais lindas do mundo, Elizabeth Taylor nasceu em Hampstead, em Londres, Inglaterra, e conquistou a América – e o mundo. Depois de uma carreira brilhante, se despediu em 2011, aos 79 anos, em decorrência de insuficiência cardíaca. Seu legado deixou marcas profundas e muito significativas na sétima arte, com personagens que habitam até hoje o imaginário dos amantes do cinema.

Hoje (23/03) faz cinco anos desde que essa belíssima atriz foi apresentar seus incríveis olhos violeta e seu talento incomparável aos anjos. Para celebrar sua memória e sua impactante carreira, selecionamos os papeis mais memoráveis vividos pela artista. Divirta-se! E não se esqueça de assistir a todos eles com um pacotinho de pipoca de pimenta!

A Mocidade é Assim Mesmo (1944)

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Foi o primeiro trabalho de grande destaque da jovem Elizabeth Taylor, no qual contracenava com os atores Mickey Rooney e Angela Lunsbury. No longa, a personagem Velvet Brown, vivida pela atriz, ganha um cavalo em uma rifa e persuade o órfão Mi a ajudá-la a treiná-lo para competir em corridas pelo país. Para conseguir se passar por um jóquei, a menina corta os cabelos e encara o risco de ser desclassificada caso seja descoberta. Veja o trailer.

O Príncipe Encantado (1948)

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Nesse clássico, Liz, então com dezesseis anos, interpreta Carol Pringle, uma estudante às voltas com a produção de um espetáculo musical na escola.  Um dos pontos fortes nesse filme é que a estrela contracena com ninguém menos que a lendária Carmen Miranda, que interpreta Rosita Conchellas.

O Pai da Noiva (1950)

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Considerado um enorme sucesso de público, esse longa metragem mostra as frustrações de um pai às voltas com o casamento da própria filha. Eleita como uma das melhores comédias de todos os tempos pelo American Film Institute, a história ganhou uma continuação no ano seguinte, intitulada como ‘O Netinho do Papai’. Veja o trailer.

Um Lugar Ao Sol (1951)

1951: Film stars Elizabeth Taylor and Montgomery Clift (1920-1966) star in the Paramount melodrama 'A Place In The Sun'.

Baseado no livro de Theodor Dreiser, o filme relata a história de um jovem ambicioso que vai trabalhar na fábrica do tio e acaba se envolvendo com uma operária, Alice Tripp (Shelley Winters) e uma dama rica, Angela Vickers, vivida por Liz, no que ela considera como o primeiro grande papel da sua vida. Apaixonado, ele tenta abandonar Alice para ficar com sofisticada jovem, mas os dois acabam vivendo um drama quando a moça afirma que está grávida. Frustrado, ele começa a arquitetar um plano para matar Alice, com receio de que ela interrompa seus planos de entrar para a alta sociedade. Veja o trailer

Assim Caminha a Humanidade (1956)

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O filme é um grito contra o preconceito e a intolerância racial. Em um papel intenso, Liz dá vida à personagem Leslie, que se casa com um rancheiro texano e acaba indo morar com ele em uma fazenda. Chocada com a pobreza das famílias mexicanas, ela, então, passa a lutar por melhores condições da população local. A bela direção de George Stevens, diretor indicado por ela, o rendeu uma estatueta do Oscar na categoria.  Veja o trailer.

A Árvore da Vida (1957)

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Indicada ao Oscar de melhor atriz, Liz vive Susanna Drake, uma jovem rica de Nova Orleans com problemas emocionais que se envolve com John Wickliff Shawnessy, um rapaz que sonha em ser escritor e vive em busca da mítica ‘árvore da vida’. Até então, John era apaixonado por uma amiga de infância e acaba abandonando-a quando Susanna mente sobre uma gravidez. Com a explosão da guerra, o jovem acaba se alistando no Exército e deixa a esposa para trás, que acaba desenvolvendo uma forte depressão. Veja o trailer.

Gata em Teto de Zinco Quente (1958)

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Baseado na peça do dramaturgo Tennessee Williams, mesmo autor do sucesso ‘Um Bonde Chamado Desejo’, o filme conta a história de um ex-astro de futebol americano, vivido pelo incrível Paul Newman, que despreza sua esposa que o ama, vivida por Liz. Tudo mudo com o aniversário do patriarca da família, que possui uma fortuna milionária e ignora a iminência de um câncer. O papel rendeu à atriz mais uma indicação ao Oscar. Veja o trailer.

De Repente, No Último Verão (1959)

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Mais uma vez indicada ao Oscar, Elizabeth Taylor vive Catherine Holly, uma jovem que presenciou a morte de seu primo homossexual na Espanha e é confrontada por sua tia (vivida por Katherine Hepburn), que vive querendo lobotomizá-la com o argumento de presenciar crises de loucura, na esperança de silenciar seu depoimento. Veja o trailer.

Disque Butterfield 8 (1960)

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Depois de anos de indicação como melhor atriz da Academia, eis que Liz finalmente leva uma merecida estatueta do Oscar para casa. No filme, ela vive Gloria Wandrous, uma jovem atormentada por impulsos sexuais e que vive conturbados casos amorosos. Depois de inúmeras relações mal resolvidas, ela acaba se envolvendo com um homem casado, cercado por uma série de problemas. Veja o trailer.

Cleópatra (1963)

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No papel da personagem mais emblemática de sua carreira, e com certeza um dos mais marcantes papeis femininos da história do cinema, Liz Taylor vive a icônica e ambiciosa rainha do Egito. Seu relacionamento com Júlio César e Marco Antonio agitaram inclusive a vida pessoal da atriz, que se envolveu em uma relação conturbada com o ator Richard Burton. Os escândalos impulsionaram ainda mais o sucesso de bilheteria do filme, mas com um ponto negativo peculiar: a arrecadação não foi o suficiente para cobrir seus gastos, o que marcou o longa como um dos mais caros de toda a história do cinema. Veja o trailer

Quem Tem Medo de Virginia Woolf (1966)

This undated handout image provided by the Library of Congress shows Elizabeth Taylor playing Martha in the movie Who's Afraid of Virginia Woolf. The library is inducting 25 films into the National Film Registry to be preserved for their cultural, historical or cinematic significance. (AP Photo/Library of Congress, Courtesy of Warner Bros.)

O segundo Oscar da atriz veio com o filme dirigido por Mike Nichols, no qual vive Martha, uma intelectual de meia idade que tem um relacionamento conturbado com o marido, George (Richard Burton, mais uma vez). Em uma noite, os dois recebem um casal de amigos e acabam se embriagando, dando abertura para uma série de confissões absurdas. Veja o trailer

O Pecado de Todos Nós (1967)

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Contracenando com o igualmente icônico Marlon Brando, Liz dá vida à Eleonora Penderton, esposa do astro, que vive Weldon Penderton. Baseado no romance homônimo de Carson McCullers, o filme conta a história de um casal que entra em crise depois da Segunda Guerra Mundial, que faz com que a carreira de major de Weldon entre em decadência. Apesar de ser um fracasso de bilheteria, essa é uma boa chance de ver os dois atores em cena. Veja o trailer.