Algumas semanas atrás o diretor do live action a “A Bela e a Fera”, Bill Condon, contou a revista Attitude que Le Fou será o primeiro personagem da Disney abertamente gay e que no filme haverá “um momento legal e exclusivamente gay”.

Após sua declaração uma rede de cinemas dos EUA fez uma declaração dizendo que não iria exibir o filme, alegando “Se não podemos levar os nossas netas de 11 anos de idade e nossos netos de 8 anos para ver esse filme, não temos interesse em assistir.”.

Com toda essa repercussão, o ator Josh Gad, que interpreta Le Fou, o primeiro personagem da Disney abertamente gay, fez uma declaração dizendo que “Há temas nele [ filme “A Bela e a Fera”] que eu realmente acho muito importantes e provavelmente o mais importante é: nunca julgue um livro pela sua capa.”.

Mas as polêmicas não pararam por aí, os estúdios Disney adiaram a estreia do live action na Malásia depois que os censores do cinema disseram que o filme só seria exibido se a cena do “momento gay” fosse cortada. As duas principais redes de cinema do país disseram que o filme foi adiado por tempo indefinido.

Abdul Halim Abdul Hamid, presidente da diretoria da censura cinematográfica do país, disse que não sabe o motivo pelo qual a Disney adiou a estreia, uma vez que o longa havia sido aprovado pelo conselho se a cena em questão fosse retirada. O diretor ainda disse que as cenas que promovem a homossexualidade foram proibidas e que o filme recebeu classificação PG 13, que requer orientação dos pais para crianças menores de 13 anos de idade.

“Nós aprovamos, mas há um corte menor envolvendo um momento gay. É apenas uma curta cena, mas é inadequado porque muitas crianças estarão assistindo a este filme”, disse Abdul Halim Abdul Hamid.

As regras de censura da Malásia sofreram mudanças em 2010, sendo permitidos conteúdos antes proibidos, porém em relação à biquínis, beijos e abraços mais apaixonados a lei ainda é bastante severa.

Semana passada, o filme recebeu classificação indicativa para maiores de 16 anos na Rússia, devido ao personagem de Josh Gad.

Na Rússia a classificação é feita pelo Ministério da Cultura. O parlamentar Vitaly Milonov pediu uma proibição, referindo-se ao conteúdo do filme como “relações sexuais pervertidas”, que estariam em oposição direta a uma lei russa que enfraquece a “propaganda gay contra menores”.

Vitaly Milonov declarou “Estou convencido de que a principal tarefa do Estado em relação às crianças é proteger a infância ea juventude da sujeira do mundo, preservar a pureza das crianças, bloquear nossos filhos de fenômenos nocivos e perigosos”, e ainda acrescenta “E neste caso, nossa tarefa compartilhada é não permitir a liberação deste musical na tela sob qualquer disfarce.”.

“A Bela e a Fera” estreia dia 16 de março nos cinemas brasileiros.