SINOPSE

Clare Shannon é uma garota de 17 anos que está tentando sobreviver a vida de estudante, até que seu pai encontra uma antiga caixa de música e lhe dá de presente. O que a garota vem a descobrir é que a misteriosa caixa pode lhe conceder 7 desejos e com eles ela pode ter a chance de conquistar tudo o que quer. Porém, tudo tem um preço e ela vai aprender da pior maneira. Faça um desejo! Mas cuidado com o que você deseja, as consequências podem ser fatais.

FICHA TÉCNICA

Direção:

John R. Leonetti

Roteiro:

Barbara Marshall

Gênero:

Terror

Produção:

Broad Green Pictures

Elenco:

Joey King, Ryan Phillippe, Shannon Purser, Ki Hong Lee

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2017

Data de Lançamento:

27/07/2017

Distribuição:

Imagem Filmes

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Item não avaliado

Roteiro:

Item não avaliado

Fotografia:

Item não avaliado

Trilha-Sonora:

Item não avaliado

Efeitos Visuais:

Item não avaliado

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Item não avaliado

Elenco:

Item não avaliado

Montagem:

Item não avaliado

Figurino:

Item não avaliado

Maquiagem:

Item não avaliado

Após o enorme sucesso do filme “Annabelle”, John R. Leonetti dirige esta obra curiosa, bastante controversa e previsível, sem grandes delongas ou surpresas.

Quem foi ver o filme achando ser um remake ou continuação do clássico trash de 1997 “O Mestre dos Desejos” acabou quebrando a cara, pois um filme não tem absolutamente nada a ver com o outro. Enquanto o antigo é um típico filme de terror que destaca uma entidade demoníaca que assume uma forma física, o atual faz referência a uma força diabólica invisível capaz de causar a morte. Aspecto este muito presente em filmes como “Premonição”.

O enredo frisa a personagem Clare Shannon (Joey King), uma menina de vida simples, perseguida por colegas mesquinhos de vida rica e fácil, que descobre uma caixa misteriosa de origem chinesa, capaz de tornar seus desejos em realidade. O problema é que na medida em que seus desejos vão se realizando, vidas próximas a Clare vão sendo tiradas de forma misteriosa, a começar pelo seu cachorro de estimação, sua vizinha, dentre outras. Uma dúvida toma conta da mente de Clare, fazendo a mesma levantar questões sobre qual o seu destino em relação a caixa e que ligação o objeto tem com o fim trágico de sua mãe.

Um coisa deve ficar muito bem clara: o telespectador é curioso e impressionável, mas não é burro! O que isso quer dizer? Significa que tudo o que é posto no enredo se mostra tão amador de um jeito que se torna impossível não matar a charada da trama e não adivinhar o final da história.

É deveras absurdo saber que os idealizadores não tenham pensado melhor sobre o que colocar ou não na finalização do filme. É inadmissível, nos dias atuais, produzir uma obra cinematográfica sem prestar atenção nos aspectos humanos mais primitivos, como o raciocínio e a forma de agir diante de uma situação embaraçosa e misteriosa. Em outras palavras, no mundo atual e diante de uma situação como a enfrentada por Clare Shannon, qualquer pessoa, jovem ou não, se perguntaria o motivo para desejos tão particulares conseguissem se realizar de forma tão rápida e o porquê de tais acontecimentos estarem ameaçando a vida de pessoas próximas. O telespectador com certeza se perguntou: “Será que ela não percebeu o que estava acontecendo logo no segundo desejo?”. É claro que, quem entendeu o filme poderia estar pensando que tudo aquilo era em razão da força maligna que se apoderou de Clare, mas nada justifica o fato de que toda situação estava ao alcance de dela para ser evitada.

O filme peca em muitos detalhes, o suspense não surpreende, muito menos assusta. Nem a trilha sonora consegue ser tenebrosa. Enfim, completamente o contrário do sucesso “Annabelle”. Joey King, que é muito bem lembrada por outro filme de terror como “Invocação do Mal” e que pagou um mico horroroso na sequência de “Independence Day”, acaba de completar 18 anos, deixando de lado o rostinho de criança e tendo tudo para se destacar em produções mais ousadas. Infelizmente, isso ainda não aconteceu em “7 Desejos”.

Um ponto realmente interessante foi ver Ryan Phillip, famoso pelos seus personagens com aparência jovial, interpretar um personagem que de fato aparenta ter a idade do ator, ou seja, o pai da personagem Clare.

Em defesa do diretor John R. Leonetti, que já impressionou como idealizador, seja como diretor de filmes ou simplesmente como diretor de fotografia, pode se dizer que foi uma pequena estratégia de marketing lançar “7 Desejos” pouco tempo antes do lançamento de “Annabelle 2”. Acredita-se que, apesar do eminente insucesso, “7 Desejos” nada mais é do que uma forma de promover o filme de terror mais esperado da temporada. O telespectador talvez não perca por esperar.