Estreia esta semana em circuito nacional a nova animação de uma turma sinistra conhecida por seus hábitos incomuns: A Família Addams, dirigida por Conrad Vernon – diretor já calejado em dirigir animações como Shrek 2 (2004), Monstros vs. Alienígenas (2009), Festa da Salsicha (2016) – e Greg Tierman – que foi parceiro de Vernon em Festa da Salsicha. Agora, os dois se juntam novamente para mostrar a esta geração quem são os famosos Addams, mas, apesar da boa ideia, o frágil roteiro se apoia no fraco humor presente no desenho exibido na década de 1990.

De fato, não há nenhuma novidade nisso, porém a direção não soube tirar proveito nem mesmo do elenco (encabeçado por Charlize Theron, Oscar Isaac, Chlöe Grace Moretz e Bette Midler). Infelizmente, A Família Addams deixa uma forte impressão de que toda a liberdade criativa foi diluída em prol de um grande marketing comercial para promove-lo, divulgando assim, as cenas mais ‘’engraçadas’’ do filme.

O surgimento dos queridos personagens data no final da década de 1930, pelo cartunista Charles Samuel Adams nas páginas do The New York Times. Com o tempo, as páginas do jornal viriam a se tornar uma série de TV, alguns filmes e desenhos animados. Até chegar até a atual versão inédita em CG – versão esta que tem seu próprio modo de contar como deu início a mudança à macabra mansão.

O filme começa com o casamento de Mortícia e Gomez sendo celebrado às pressas por conta de uma multidão revoltada que os persegue. Eles mudam então para a cidade de New Jersey, onde, no caminho sem destino, encontram um paciente com deficiência mental para trabalhar para eles como mordomo em seu novo lar, justamente o manicômio onde ele estava fugindo. Os recém-casados se apossam do local e ali mesmo, constituem uma família.

Passados 13 anos, o casal teve seus filhos: Wednesday e Pugsley, que, por grande parte da história, são representados na fase da adolescência. Gomez prepara Pugsley para a ‘’mazurka’’, uma cerimônia de dança de espadas onde reunirá clãs da família. Os Addams têm que lidar com duas situações: uma é a filha Wednesday, que está curiosa em saber como é o mundo fora da mansão e a celebridade de TV que ameaça a paz da família.

Apesar do bom argumento de inclusão e aceitar o diferente, A Família Addams é cheia de peripécias que não prende ou arranca se quer uma risada, tão pouco consegue se sustentar pela fragilidade do roteiro. Vernon e Tiernan parecem ter copiado os clichês similares da série animada, o que, talvez, consiga divertir os menos exigentes.