Animais predadores sempre fascinaram o cinema desde o sucesso de Tubarão (Jaws) em 1975, o peixe se tornou quase que soberano das ameaças de filmes de terror que chegaram às telas.

Os répteis ganharam atenção maior no cinema graças aos seus ancestrais na linha evolutiva, os dinossauros, em Jurassic Park.
Ambos alçados ao mainstream graças ao mesmo diretor, Steven Spielberg. Mas, todo o fascínio e reverências ao cineasta a parte, não se reproduziram nas telas na maioria dos filmes que abordaram o tema.

Neste filme da aclamada produtora Ghost House e com produção de Sam Raimi se esperava algo de novo ao gênero. Mas, não aconteceu.
O filme cria um arco interessante no primeiro ato, contando a história da nadadora Hayley que tem dificuldades nos seus treinos porque tem que lidar com problemas familiares. Ela não tem um bom relacionamento com o pai, seu ex-treinador . E na iminência da chegada de um furacão na costa da Flórida e de o fato de o pai estar incomunicável ela deve superar as divergências e ir até ele para tirá-lo da cidade antes da tempestade.

O primeiro ato entrega uma premissa interessante, mas que se perde rapidamente.
Hayley encontra o pai ferido no porão da casa onde passaram a infância e na tentativa de pedir ajuda descobre que tem dois “Alligators” no porão. E com pai ferido fugir fica ainda mais difícil principalmente com as tempestades ficando ainda mais intensas.

Com pai e filha presos e cercados pelos répteis famintos, um cenário claustrofóbico propicia bons sustos e alguns momentos de tensão só que necessidade de entregar um gore desnecessário ao filme acaba desandando a história no segundo e terceiros atos com soluções preguiçosas e apressadas.

O diretor Alexandre Aja pega carona na renovação do gênero com franquia “Sharknado”, que inclusive é homenageado com um easter egg, e mostra como única inovação a tendência óbvia e necessária da protagonista mulher forte e que não necessita ser salva. Mas, é só isso.

A história anda em círculos de forma preguiçosa com fórmulas e sustos batidos e Jacarés que mais parecem dinossauros.
Tanto que em um momento em que o pai de Hayley, David Keller se transforma momentaneamente no Dr. Alan Grant de Jurassic Park inclusive orientando a filha a não se mexer para não chamar atenção dos animais.
Um ponto positivo é a cachorrinha Sugar que carrega torcida e apreensão dos fãs em momentos importantes do filme e sobrevive bravamente a relação conturbada dos humanos que detém sua guarda.
E fica claro que os “Predadores Assassinos” do título só valem para os figurantes.