SINOPSE

Poucas coisas são recorrentes na vida do ser humano. Ainda que o digam, sorte e azar fazem parte do acaso, e acabam não entrando nessa máxima.
Se Pierre Morel pudesse escrever a história de seus personagens, a faria escrevendo com tinta vermelha, da cor sangue. Para o francês, não importa se morte e vida são consequências naturais da vida, pois no cinema é uma mera função narrativa.

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Não que isso seja ruim, mas passa longe do padrão de qualidade hollywoodiano. Seus personagens convivem com a fatalidade com uma naturalidade quase passível. Liam Neeson já lidava com a morte como algo comum em ‘Busca Implacável’. Sean Penn faz o mesmo, mas alega que o amor fundamentou isso.

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Ser casado por supostos assassinos, grandes corporações e Interpol, dá motivo para uma contagem de corpos grande. Essa proposta funciona muito bem quando envolve a família (mote dos três filmes ‘Busca Implacável’), mas nem tanto quando se trata de uma namorada. A ligação afetiva pode até ter a mesma intensidade, mas não transparece na tela.

THE GUNMAN

Se você prestou atenção nos primeiros 4 parágrafos deve estar pensando que se trata de um filme qualquer de ação dirigido por Morel, e é justamente isso que ‘O Franco atirador’ é. Simples em sua história, execução e concepção, tal como o entretenimento descompromissado que são seus outros filmes.
Exigir seriedade de Hollywood é um tanto quanto uma utopia nos dias atuais, ainda que boa parte da safra de filmes atuais de ação tenha como lema utilizar máximas à lá ‘a que se faz, a que se paga’.
Entretenimento pode e deve ser levado a sério, quando assim for exigido do público. No caso do mais recente filme de Morel, é melhor imaginar que o filme não pede isso. Assim, ao final, você percebe que aquilo era só diversão, e acaba não se importando tanto com o valor do ingresso.