SINOPSE PEQUENA

Dando fim à franquia que sucede O Senhor dos Aneis, não faltam elogios para essa trilogia intitulada: O Hobbit. Precedido por O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012) e O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013), A Batalha dos Cinco Exércitos é menos demorado entre os demais, com apenas 2 horas e 24 minutos, uma vez que a história se resume a grande guerra final entre anões, elfos, homens, orcs e outras criaturas das profundezas. Guerra esta travada em razão do não cumprimento da palavra de Thorin, o rei que foi afetado pela “doença do dragão”, que recusa a repartir seu tesouro com os homens e os elfos.

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Em relação à produção, o nome Guilhermo Del Toro pesou muito na elaboração do roteiro, o que de certa forma, contribuiu para diferenciá-lo, e muito, da trilogia O Senhor dos Anéis. Entretanto, o que parecia uma estratégia de marketing acabou por agradar muito ao público mas não tanto à crítica especializada que dava o filme como certo para ser um fenômeno cinematográfico. Ocorre que o enredo acabou por se mostrar bastante rápido e focou mais na batalha propriamente dita, no que qualquer outro ponto.
Embora a trilogia tenha conquistado um público gigantesco, muitos críticos defendem que a trilogia é muito bem produzida, mas ela não é O Senhor dos Anéis, ou seja, era de se esperar que O Hobbit não tivesse tanto sucesso e não fosse tão premiado quanto o seu antecessor.

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Por esses e outros motivos o filme não alcançou totalmente o que era esperado, pelo menos em termos de premiação.
Diferente dos dois filmes que o antecedem, o filme só conquistou uma única indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Edição de Som. Os filmes que o antecedem conseguiram três indicações cada, sem nenhuma vitória. Isso pode ser justificado pelos elementos utilizados na produção dos efeitos visuais, designer de produção, figurino, maquiagem, os quais foram os mesmo utilizados anteriormente.
Em relação ao elenco principal, nada de extraordinário acontece em razão de suas atuações. O personagem de Martin Freeman, Bilbo Bolseiro se apresenta muito discretamente, não tendo de fato o seu destaque merecido, diferente do que se viu em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, onde os hobbits em questão são declarados como verdadeiros heróis da história.

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Já com relação ao elenco secundário, os fãs do cinema, com certeza, apreciaram demais o retorno do eterno Christopher Lee, como o vilão Saruman, bem como a energia dos personagens de Cate Blanchett e Ian McKellen, mostrada no filme.
Não importa se a recepção de O Hobbit não se mostrou positiva em todos os sentidos. Sempre será reconhecida como uma produção ousada e de difícil produção. O diretor Peter Jackson, sem sombra de dúvida, será eternamente lembrado pelas duas trilogias (O Senhor dos Anéis e O Hobbit) em torno da mesma história e com certeza está preparado para encarar novos desafios tão complexos e difíceis quanto aqueles.

Trailer do filme: