SINOPSE

Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane) Hobson adotam uma criança chamada Cody (Jacob Tremblay) após a morte de seu filho Sean. Algum tempo depois eles descobrem que os sonhos de Cody podem se tornar realidade, mas seus pesadelos são mortais. Jessie e Mark então devem descobrir o que fazer antes um de seus pesadelos acabar lhe matando.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Mike Flanagan

Roteiro:

Mike Flanagan

Gênero:

Terror, Suspense

Produção:

Produção: Demarest Films, Produção: Intrepid Pictures

Elenco:

Kate Bosworth, Thomas Jane, Jacob Tremblay

Nacionalidade:

Eua

Ano de Produção:

2015 / 2016

Data de Lançamento:

1 de setembro de 2016 (1h 37min)

Distribuição:

PLAYARTE PICTURES

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Item não avaliado

Após tanta especulação e espera do novo filme do astro de ‘O Quarto de Jack’, lança-se o curioso ‘O Sono da Morte’, contando não apenas com a participação mais do que ilustre do jovem Trembley mas também com as singelas atuações Kate Bosworth e de Thomas Jane.

O filme conta a história de Cody, um menino que, após ficar órfão e quase ser assassinado por seu pai adotivo, acaba sendo entregue a um novo casal que resolve adotá-lo. O casal, Jessie e Mark Hobson tem um passado traumático, já que seu filho Sean, recentemente, morrera afogado, fazendo com que Jessie fique se culpando pela sua negligência até Cody entrar em sua vida e descobrir que o garoto possui uma característica mais do que especial.

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Crédito: Divulgação

Cody possui um dom. Ao dormir, tudo aquilo que o menino sonha se materializa dentro do mundo real, principalmente borboletas, as coisas que mais chama a atenção de Cody. Fato este que impressiona os Hobson a ponto de presenciarem borboletas reluzentes dentro de sua sala de estar. Entretanto, Jessie acaba notando que Cody, na realidade, não gosta de dormir e prefere ficar acordado. Fato este que preocupa o casal que reconhece o dom do menino e até aprecia o poder do mesmo em materializar as coisas que o mesmo vê em seu sonho.

Os acontecimentos começam a ficar um tanto incontroláveis quando Cody passa a sonhar com Sean, o filho do casal que falecera, que acaba sendo materializado e tornando-se real aos olhos de Jessie e Mark. A questão é que tudo aquilo que Cody sonha acaba desaparecendo do mundo real após o mesmo acordar. Isso faz com que Jessie passe a ficar obcecada pelo dom de Cody, querendo que ele sonhe todos os dias com Sean para trazê-lo de volta aos braços da mãe. O que Jesse não esperava é que nem tudo o que Cody sonha é necessariamente bom, podendo o mesmo materializar até mesmo seus pesadelos, como uma figura misteriosa e sombria, a qual Cody não gosta de sonhar e é o motivo do menino ficar acordado todas as noites.

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Crédito: Divulgação

A figura aterrorizante acaba levando medo e insegurança ao casal. Curiosamente ela se mostra muito próxima de Cody e começa a atacar fazendo desaparecer quem se aproxima do menino. Jessie e Mark precisam descobrir a origem dessa força sobrenatural e como afastá-la de Cody, de modo a livrá-lo desta maldição.

O filme é dirigido por Mark Flanagan, o mesmo de ‘O Espelho’ e assim como este, o diretor tinha excelentes recursos para criar uma verdadeira obra prima do terror, mas em ambos os filmes, se verifica um certo excesso de falhas na criatividade de seus idealizadores. Em ‘O Sono da Morte’ há cenas assustadoras e um enredo que, de fato, ganha a atenção do telespectador. Contudo, o filme possui traços bem semelhantes com o suspense australiano ‘The Babadook’, mas com uma finalização demasiadamente ruim em comparação a este. A cena final de ‘O Sono da Morte’ é absolutamente confusa e sem nexo, com a natureza do monstro da história, mesmo com uma justificativa válida em relação ao seu surgimento.

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Crédito: Divulgação

Com uma trilha sonora fraca, apesar de realizada pelo grande Danny Elfman, uma fotografia e edição até aceitáveis, não há muitos elogios com relação aos detalhes técnicos. Os efeitos visuais são fatores que poderiam ter sido melhorados, uma vez que se apresentaram de forma até bem-feita no começo, mas que deixaram a desejar até mesmo quando a identidade do monstro é mostrada.

Não se pode sentir uma química com relação ao elenco. Kate Bosworth não impressiona e Thomas Jane, querendo insistir em papéis dramáticos, consegue manter no desastre no quesito interpretação. Jacob Trembley, recém estreante e vindo do grande sucesso ‘O Quarto de Jack’ consegue ganhar o respeito e admiração do público graças ao seu carisma e simpatia. Ainda é cedo para considerá-lo um talentoso ator mirim, mas não é exagero dizer que seu personagem é o verdadeiro ponto forte do filme.