SINOPSE

Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século durante um dos maiores eventos da moda, o Met Gala, em Nova York. Para realizar a façanha, ela vai contar com o apoio de outras sete mulheres dispostas a efetuar o furto em grande estilo.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Gary Ross

Roteiro:

Gary Ross, Olivia Milch

Gênero:

Ação

Produção:

Susan Ekins, Steven Soderbergh

Elenco:

Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2018

Data de Lançamento:

07/06/2018

Distribuição:

Warner Bros.

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Item não avaliado

Roteiro:

Item não avaliado

Fotografia:

Item não avaliado

Trilha-Sonora:

Item não avaliado

Efeitos Visuais:

Item não avaliado

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Item não avaliado

Elenco:

Item não avaliado

Montagem:

Item não avaliado

Figurino:

Item não avaliado

Maquiagem:

Item não avaliado

Hollywood ficou marcada (e ainda é) pelo domínio masculino. Felizmente, há alguns anos, o cenário tomou providências, e consequentemente, mudanças. Mulheres tomaram o centro, com personagens fortes, bem escritas e bem representativas. Com esta atualidade, foi posta a ideia de retornar uma franquia masculina, agora, protagonizada por atrizes. Depois do resultado mediano da versão de 2016 de ‘Caça-Fantasmas’, o sentimento ficou meio estranho em relação a uma nova tentativa. Contudo, ‘Oito Mulheres e Um Segredo’ provou ser capaz de não só conseguir retomar uma franquia então morta, mas também, conseguir melhorá-la.

Apesar de um resultado abaixo do esperado em ‘Doze Homens e Outro Segredo’ (2004) e ‘Treze Homens e Um Novo Segredo’ (2007), enxergaram, 17 anos depois do lançamento de ‘Onze Homens’ (2001), uma possibilidade de não só retornar com uma franquia capaz de fornecer ótimos personagens e boas histórias, como também ressaltar a mulher na indústria, do modo que merecem. O trabalho aqui fica claro na questão “empoderamento”. Enquanto outras obras cinematográficas, protagonizadas por mulheres, trazem uma personagem a todo momento tentando provar que é capaz de uma forma um tanto forçada e mesmo independente, precisando de um homem ao seu lado, aqui a realidade é outra. No diferencial de ter a novata Olivia Milch como roteirista, já se torna claro em tela alguns tratamentos. As personagens se sobressaem e se mostram mais independentes de forma natural, tanto, que poucas acabam tendo um contato direto com outro homem, até para, não só fortalecer a união entre elas, como também mostrarem uma equivalência superior. E, por mais banal que pareça ser esses pequenos detalhes, na verdade, são os primeiros passos de um longo trabalho.

Tendo apenas dois filmes na carreira – ‘Oito Mulheres’ sendo um deles – Olívia dividiu o texto com Gary Ross, e resulta em um roteiro até certo ponto bem escrito, mas que se aproveita muito da base do primeiro filme, o que, por sua vez, não chega a ser algo tão ruim, pela qualidade do longa e pelo tempo desde sua estreia. Os diálogos convergem para uma deliciosa união entre estrelas e cria uma trama equilibrada e fechada em sua proposta. Justificativas banais e pequenos furos fazem parte da história, mas não atrapalham o todo, que ganha muito destaque mais pela interação entre as personagens. Muito disso não se deve apenas ao maravilhoso elenco, mas também pelo próprio ritmo do longa. O primeiro ato passa a ser mais lento e cadenciado, principalmente para a apresentação das personagens e introduzir todo o plano ao espectador, até o clímax de colocá-lo em prática, o que, nesse caso, faz todo o sentido. Todo planejamento exige um trabalho mais árduo e, consequentemente, demorado. Mas mesmo lento, o humor segura todo o primeiro ato, e preparando o terreno para o tempo restante.

Ross dirige de forma segura e não explora tanto, entregando o básico bem executado. Seu maior elogio vai, claramente, pelo equilíbrio entre o elenco, que, de forma espetacular, domina a tela. Não há palavras para o trabalho arrasador feito por todas as mulheres, e mesmo com um destaque – esperado – maior para Bullock e Blanchet, é muito bem distribuído o tempo de tela de cada uma, inclusive para a rapper Awkwafina, que volta a trabalhar com Milch desde ‘Dude’ (2017). Além dela, Rihanna também merece seu reconhecimento. Com pouca experiência em atuação, apesar de um filmografia já significativa – sete filmes e uma série – ela entrega sua personagem de forma honesta e conquista o público. Como não poderia faltar, o texto traz a clássica divisão de personagens por suas funções, o que, por sua vez, estabelece esteriótipos, mas a diversão entregue pela história e pela dinâmica entre elas, faz tudo parecer meros detalhes.

Ao todo, ‘Oito Mulheres e Um Segredo’ é um divertido agrado e ganha destaque quanto a sintonia do elenco, que acaba se tornando o filme em si. Embora o texto construa mistérios e plots previsíveis, o longa oferece surpresas para os fãs da franquia, e abre possibilidades para o futuro, incluindo provocações nada sutis quanto ao número nove, deixando aquela leve pista para a sequência, caso este faça seu devido sucesso. Ao depender de um elenco fantástico e perfeitamente equilibrado, a franquia não só retorna, como irá crescer constantemente, melhorando cada vez mais.