SINOPSE

Em Paris, em 1899, um militar de origem humilde é escolhido para se infiltra num grupo de anarquistas, com a promessa de uma promoção caso a missão seja bem sucedida. Enquanto fornece relatórios aos seus superiores, ele começa a questionar a operação e desenvolve sentimentos pessoais por membros do grupo anarquista.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Elie Wajeman

Roteiro:

Elie Wajeman, Gaëlle Macé

Gênero:

Drama, Histórico, Suspense

Produção:

Lola Gans

Elenco:

Tahar Rahim, Adèle Exarchopoulos, Swann Arlaud

Nacionalidade:

França

Ano de Produção:

2014

Data de Lançamento:

19 de maio de 2016 (1h 41min)

Distribuição:

IMOVISION

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Item não avaliado

OS ANARQUISTAS

Dramas históricos são sempre difíceis de não cair na perigosa linha fácil do romance, já que grandes sucessos já explicitamente apelaram para esta veia, principalmente os estadunidenses, como por exemplo ‘…E O Vento Levou’ e ‘Titanic’, respectivamente do produtor megalomaníaco David O. Selznick e o ambicioso James Cameron.

O francês ‘Os Anarquistas’ que estreou no dia 19 caminha perigosamente esta trilha. Claro, com um orçamento menor, e um pano de fundo bem mais sério e político. O contexto é da terceira república francesa em 1899, após a sangrenta batalha civil de 1870 onde a ‘Comuna de Paris’ se tornou a primeira experiência popular de governo graças a manifestação operária e muito sangue derramado, mas, durou pouco em sua intenção utópica de um regime mais justo regido pelo povo com princípios socialistas e anarquistas.

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Os herdeiros de Proudhon e Bakunin continuariam resistindo em reuniões clandestinas em bares e encontros furtivos em fábricas, aliás muito bem retratadas em uma direção de arte e fotografia perfeitas. Jean Albertini (Tahar Rahim) é um cabo oficial escalado para se infiltrar nas reuniões e desbaratar operações dos grupos anarquistas.

O clichê se instaura a partir de então, pois Jean é um homem dividido, por ser órfão, portanto com senso de objetivo incompleto, até encontrar Judith (Adèle Exarchopoulos), uma apaixonada e idealista militante, aliás é bom dizer que Exarchopoulos provavelmente é o rosto mais bonito do cinema hoje, lembrando estrelas icônicas como Isabelle Adjani ou Catherine Deneuve, e isto só adorna sua personagem que tem boa química com Rahim.

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Apesar do bom desenvolvimento de cada personagem, mesmo os que circulam entre o movimento popular, o excesso acaba tomando conta, e prejudicando a conclusão do enredo, com um final abrupto depois de tanta conexão com cada um.

O personagem de Rahim lembra em muitos detalhes seu melhor trabalho, ‘O Profeta’ (2009) de Jacques Audiard onde um analfabeto mestiço árabe caminha entre a máfia da Córsega e os Islâmicos em um presídio, portanto não há como não sentir um certo mau aproveitamento e familiaridade.

A conclusão é que certamente faltou compromisso com uma história que poderia ser mais sincera e ousada. Uma pena.

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