“Projeto Gemini” é o novo filme de Ang Lee, cineasta responsável por “As Aventuras de Pi”, “O Tigre e o Dragão” e “O Segredo de Bokeback Mountain”, Lee já provou que pode entregar produções tão impressionantes visualmente quanto emocionantes.

O longa conta a história de Henry Brogan (Will Smith), um assassino habilidoso que se torna um problema para seu antigo contratante e então passa a ser perseguido por um jovem que parece antecipar todos seus movimentos e, para sua surpresa, ao enfrenta-lo percebe que o jovem assassino é na verdade uma versão mais jovem de si mesmo criada a partir de clonagem.

A convite da Paramount Pictures nós pudemos conferir algumas cenas exclusivas do longa e uma entrevista onde o diretor, protagonista e produtor contam como foi aceitar o desafio de entrar numa produção que tem como base uma tecnologia surpreendente.

Durante essa apresentação de “Projeto Gemini” 3 cenas nos foram apresentadas, as mesmas que são exibidas no trailer, porém com maior duração. As 3 sequencias são de momentos e locações diferentes do filme e em todas elas o elemento que se mantém constante é a nitidez da imagem e a intrigante versão mais jovem de Will. Na primeira cena, em ambiente aberto, um tiroteio perfeitamente executado se torna mais interessante com o uso de reflexos que o diretor conta que foi um artifício que ele usou no início do filme para remeter a ideia se encarar o seu próprio eu, e o qual ele foi desenvolvendo no decorrer do longa para não se tornar repetitivo.

Já na segunda cena vemos um confronto direto entre os dois Will Smith e apesar do CGI em alguns momentos desviar a atenção do que realmente está acontecendo, a qualidade da coreografia impressiona. Então, na terceira cena, onde Junior, o clone de Henry, confronta o homem que sempre chamou de pai, podemos nos surpreender com a eficiência que a versão em CGI apresenta nos momentos de maior profundidade emocional.

Junior (Will Smith) foi criado a partir da atuação de Will, mas não foi utilizado um filtro de rejuvenescimento sobre o rosto do ator, e sim uma versão digital sua foi criada. “O personagem mais jovem não sou eu. Esse é um personagem 100% digital totalmente recriado, eles não pegaram minha imagem e apenas mudaram algumas das linhas, você sabe, é um personagem completamente no CGI da mesma maneira que os leões em “O Rei Leão” são personagens CGI. Esse é um personagem em CGI e isso faz parte do que é tão espetacular. Eles estão usando minha performance para criar os elementos CGI…O nível do trabalho é tão espetacular…A equipe de efeitos especiais da WETA fez algo que nunca havia sido feito antes”, conta o ator.

Outro desafio da produção foi trabalhar em 120 FPS e durante a entrevista exibida Will Smith também conta como foi: “Esta foi a minha primeira vez, e Ang estava inventando câmeras, e coisas assim. Então, como ator, é um pouco assustador, porque nenhum dos velhos truques funciona, você sabe, as coisas que você pode esconder em 24 quadros .E a câmera 3D está próxima em todas as cenas, então, está na sua cara e em todos os poros com todos os detalhes, e o que acontece é que você não pode fingir um momento, …, e isso é totalmente implacável.”

Para o produtor Jerry Bruckheimer o desafio era recriar um ator que muitos conheceram quando ele tinha 20 anos, que é a idade do personagem no filme. “Muitas pessoas conheciam Will quando ele tinha 20 ou 19 anos quando ele estava no “Um Maluco no Pedaço”. Então você tem uma memória de como ele se parece… Teria sido muito mais fácil em 24 quadros porque podemos nos esconder muito. Há uma difusão também. Quando você assiste a este filme, é realista. Você não pode usar maquiagem. É inacreditável o que Ang realizou”, conta o produtor.

‘Projeto Gemini’ pode não impressionar quanto a originalidade do roteiro, mas com certeza tem como seu ponto forte a qualidade surpreendente dos efeitos visuais. O longa será exibido nos cinemas brasileiros nas versões 2D, IMAX 2D (24 FPS) e em 3D+ (60 FPS) e tem estreia marcada para 10 de outubro.