SINOPSE

Pica-Pau vai ter que se conformar em dividir sua casa com nossos moradores de uma cidade grande e ainda dar uma lição para ''temíveis'' caçadores que querem raptar o passarinho em busca de vendê-lo para o mercado negro.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Alex Zamm

Roteiro:

Alex Zamm, William Robertson

Gênero:

Animação, Comédia

Produção:

Mike Elliott

Elenco:

Timothy Omundson, Thaila Ayala, Graham Verchere

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2017

Data de Lançamento:

5/10/2017

Distribuição:

Universal Pictures

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Com admiradores nostálgicos de barba e com pessoas de meio metro, “Pica-Pau” chega as telonas com uma roupagem live-action, trazendo velhos hábitos e novo conceito. Quem for ver o novo Pica-Pau esperando o antigo amigo surtado e maluco, está muito enganado, os tempos sãos outros, certamente um filme com aquela característica não se adequaria a classificação indicativa livre nos dias de hoje, talvez se ela fosse encarada como um “Rick and Morty”, “Family Guy” e outros. Sem tom adulto, “Pica-Pau” lembra muito o filme do Zé Colméia de 2010, porém as semelhanças ficam na interação de atores reais com projeções digitais, pois o que temos aqui é um material mais inocente e infantil, com valores sociais e com boas piadas, até para os adultos (fãs de Hitchcock tem um piada excelente esperando vocês).

O filme aborda pretensões de abraçar antigos fãs com velhas trapaças do nosso amigo Pica-pau, mas dosando a forma em que é mostrada. Fomos acostumados com um passarinho sorrateiro, traiçoeiro, nunca confiável, mas que no fim só queria a sua liberdade. Já na nova adaptação da Universal, temos um bagunceiro que tem problemas para socializar com os outros, onde ele acaba os afastando por não saber se aproximar.

Com um elenco pouco conhecido, Timothy Omundson faz um pai que um filme infantil sempre encontra, a surpresa para os brasileiros possa ser a atriz Thaila Ayala, que faz uma madrasta esnobe e má. A atriz não tem muito o que entregar e no que é proposto, ela entrega e o garoto Graham Verchere é básico. Os vilões são os que mais me incomodam na tela, eles são do esteriótipo bobos, até uma criança consegue cansar deles, acredito que o filme poderia mergulhar mais no mundo clássico da série e colocar Zeca Urubu ou mais algum personagem como: Bruxa da Vassoura, Frank Puxa-Frango, Seu Narácio, Doutor Hans Chucrute, imagine que uma Meane Ranheta, Zé Jacaré, Dooley e etc… E óbvio, podiam ter colocado nosso pé de pano, mas esses são pedidos de um velho que por 10 segundos quis que aquilo fosse um pouco mais para ele.

Cheio de clichês, o filme tem uma história bem básica, se arrisca em pouco, mas entrega algo decente. Não sou o público, mas acredito que para como as coisas andam hoje, “Pica-Pau” é um material bem feito com tropeços que não devemos dar muita bola, se trata de uma  homenagem ao nosso antigo amigo de manhãs e tardes, que pode entristecer outros por não aparecer momentos clássicos do personagem, porém é uma diversão certa para os pequenos.

Assista abaixo nossa entrevista com a atriz brasileira Thaila Ayala, que interpreta a personagem Vanessa no filme: