Do Universo Marvel em parceria com a Netflix, chega a nova série “Punho de Ferro”. Após “Demolidor”, “Jessica Jones” e “Luke Cage”, “Punho de Ferro” é a última série que compõe o grupo de heróis “Os Defensores”. Apesar do sucesso da Marvel e da Netflix em suas três séries anteriores, “Punho de Ferro” se diferencia um pouco, trazendo alguns fatores que poderiam ser melhorados.

Essa nova live-action conta a história de Danny Rand, um jovem de família rica que foi considerado morto e reaparece à procura de sua família após 15 anos. Com dúvidas a respeito de sua identidade, Joy e Ward Meachum fazem de tudo para mantê-lo afastado da empresa da família e de suas vidas.

Interpretando Danny, personagem protagonista da série, temos o ator Finn Jones, também conhecido por seu personagem Sor Loras Tyrell em “Game of Thrones”. Finn atua de maneira convincente, nos fazendo sentir empatia por Danny, porém, a narrativa traz problemas ao personagem, não deixando claras as suas motivações dentro da história.

Entre os coadjuvantes de maior destaque, temos Colleen Wing (Jessica Henwick), Joy (Jessica Stroup), Ward (Tom Pelphrey) e Harold Meachum (David Wenham). A personagem Joy tem um papel importante na história, porém a atuação de Jessica Stroup não torna sua presença marcante. Colleen também não é muito cativante, mas estimula as cenas de luta da série, que abordam as artes marciais, fator relevante para os fãs do herói Punho de Ferro. Já os personagens Ward e Harold Meachum, vão ganhando notoriedade ao longo dos episódios e parecem bastante promissores.

Diferente dos filmes da Marvel, que trazem uma seriedade suavizada por piadas e humor ao longo das cenas, “Punho de Ferro”, assim como as outras séries, mantém sempre um caráter sério em todos os seus episódios e busca trazer personagens e cenários mais voltados para a realidade.

De maneira geral, a série apresenta problemas de narrativa e produção. A história flui de maneira muito lenta e faz demorar muito para que algo de relevante aconteça, preenchendo os episódios de aproximadamente 56 minutos com cenas desnecessárias. As cenas de ação também podem ser um problema para os fãs da Marvel, pois são muito rápidas e não apresentam originalidade ou fatores surpresa. Apesar disso, ao final de cada episódio existe uma boa tentativa de criar um gancho para o próximo, mas o desenvolvimento entediante dos capítulos torna difícil chegar ao fim de um, e mais ainda assistir aos que seguem.

A série “Punho de Ferro” já está disponível na Netflix. Mesmo considerando os personagens pouco impactantes e as falhas relacionadas à narrativa e à produção, vale a pena dar uma chance ao “Punho de Ferro”, inclusive, pela possibilidade do crossover “Os Defensores”.

Escrito por: Vanessa Gonçalves