O último “Star Wars” começará a ser filmado em Londres nesta quarta-feira, 1º de agosto de 2018. Depois dos rumos da saga serem definidos por J.J. Abrams, e desconstruídos por Rian Johnson, J.J. volta ao posto de diretor e roteirista (em parceira com Chris Terrio) para concluir a polêmica trilogia.

Desde o anúncio da compra da Lucasfilm pela Disney, as dúvidas orbitavam no universo de “Star Wars”. Por mais que a saga tivesse o seu “universo expandido”, “Star Wars” foi um marco na história do CINEMA, onde foi contado em 6 filmes a história da família Skywalker. Toda e qualquer derivação ou expansão não tinha nem de longe o peso do cinema e, mesmo entre os fãs mais fervorosos, o pilar do sucesso sempre foi o Darth Vader, personagem que conduz a história ao longo dos seis primeiros filmes.

Na impossibilidade de continuar a história do personagem, a companhia e J.J. tomaram um arriscado rumo: apresentaram, para uma nova geração, uma história nos mesmos moldes do sucesso de 40 anos atrás; e tentaram conquistar o público antigo não só com cenas de ação e visual familiar, mas também com rumos enigmáticos dos personagens da trilogia original, o que possibilitaria segurar esse público nostálgico por mais algum tempo. Assim, por mais que o destaque estivesse nos novos personagens, as amarras com a história da família Skywalker estavam prontas para serem desenvolvidas.

Entretanto, a continuação comandada por Rian Johnson, apesar do sucesso, não seguiu essa linha estabelecida e cortou essas amarras. “Os Últimos Jedi” é um filme que deixa de se apoiar na história da família Skywalker para tentar expandir o universo de “Star Wars” num sentido mais amplo, desfocalizando a trama e colocando os holofotes no que antes era secundário.

Há quem diga que “Star Wars é muito mais que a história do Darth Vader”, mas sejamos sensatos: não é. O personagem é o ícone da franquia, e sempre vai ser. O resgate da série animada “Clone Wars” mostra que a Disney está entendendo isso, e o retorno de J.J. para comando do “Episódio IX” também.

É esperado que a trama volte a se apoiar na trilogia clássica, resgatando os mistérios desprezados e estabelecendo uma conexão que dê um sentido para a trilogia dentro de todos filmes. O retorno de Mark Hamill e até mesmo de Billy Dee Williams, em seu papel como Lando Calrissian, são fortes indícios que a trama não vai se distanciar tanto assim do cerne da franquia. Há ainda o resgate de cenas do “Episódio VII” para compor a participação de Carrie Fisher como Leia Organa, que pode gerar um resultado muito interessante no longa.

O fracasso de “Han Solo – Uma História Star Wars” pode ter influenciado na conduta sobre os rumos da franquia, já que o prejuízo fez a empresa sentir no bolso as consequências de focar as grandes produções em tramas secundárias. Tanto que agora, as produções secundárias estão congeladas e provavelmente serão destinadas ao serviço de streaming da Disney, passando longe das telonas. Esperamos que Abrams conclua a trama de forma coesa com a história que resgatou em 2015, e assim encerre esse ciclo de “Star Wars” nos cinemas.

É uma pena que ainda falte tanto tempo, já que STAR WARS: EPISÓDIO IX chegará aos cinemas apenas em dezembro de 2019.