Johnny English 3.0 começa com um ataque cibernético ao MI7, que revela a identidade de todos os agentes ativos forçando a Primeira Ministra (Emma Thompson) a chamar de volta o agente English (Rowan Atkinson), que já estava aposentado trabalhando como professor.

15 anos após o primeiro filme e sete anos após a sequência, o espião completamente desastrado – interpretado por Rowan Atkinson, conhecido por dar vida ao igualmente desastrado Mr. Bean – está de volta.

Sem opções e precisando desesperadamente descobrir quem é responsável pelos ataques, a Primeira Ministra manda English para a missão, acompanhado de seu fiel ajudante Bough (Ben Miller). Os dois, após passarem pela clássica cena do espião pegando seus equipamentos, vão para o sul da França em um Aston Martin.

O longa, apesar de ser uma sequência, não exige nenhum conhecimento prévio e se resume a uma série de situações exageradas e embaraçosas que English causa enquanto permanece calmo e extremamente confiante de que seu trabalho como espião é irrepreensível.

Como todo bom filme do gênero, este conta com belíssimas locações e uma belíssima mulher fatal, interpretada por Olga Kurylenko, cuja a personagem fica tão em segundo plano que em alguns momentos parece desnecessária.

O artificio usado para trazer de volta English ao MI7 – todas as identidades dos agentes ativos reveladas fazendo com que tenham que recorrer a um agente que não está no campo – já foi usado tanto em A Espiã Que Sabia de Menos (2015) e Agente 86 (2008).

Mas mesmo com uma trama nem um pouco criativa, o longa tem cenas com coreografias inteligentes. Um exemplo é quando ele sai andando pela cidade usando um óculos de realidade virtual. Apesar de em alguns momentos parecer que as ideias se esgotaram – e Rowan recorrer a piadas banais – Johnny English 3.0 consegue arrancar risadas em diversos momentos.

Rowan Atkinson mais uma vez interpreta uma versão de Mr. Bean e o faz bem como sempre fez. Da mesma maneira, todo o elenco de apoio entrega boas atuações e contribuem com o ritmo da comédia, principalmente Miller e Emma apesar de serem superficiais.

Por fim, Johnny English 3.0 é um filme divertido mesmo sem ter uma gota de originalidade. Contudo, não é melhor que os anteriores, por isso talvez era melhor ter deixado o espião curtindo sua aposentadoria.