Oficialmente, o início das produções de longas-metragens baseados em jogos de videogame, se deu quando, em 1993, o filme de um dos mais conhecidos e amados jogos do mundo foi lançado nos cinemas. Se pensou no famoso encanador italiano de macacão vermelho, acertou.

Super Mario Bros. ganhou sua versão live action, dez anos após o surgimento de seu game solo. Depois disso, foram lançadas várias outras produções como ‘’Lara Croft – Tomb Raider’’, Resident Evil’’, ‘’Príncipe da Pérsia’’, entre outras.

Desde 1991, o personagem Sonic the Hedgehog, foi o rosto da mundialmente conhecida, SEGA, em seus principais jogos. E após as apostas citadas anteriormente, o ouriço mais querido dos games ganhou seu próprio longa. O jogo que já rendeu histórias em quadrinhos, série, anime e mangá, é talvez o live-action desse tipo mais esperado de todos os tempos.

‘’Sonic – O Filme’’ mostra o protagonista com um design atualizado depois de ‘’dar o que falar’’, com as duras críticas dos fãs sobre seu visual no primeiro trailer, lançado em 2019.  Por conta disso, a distribuidora adiou sua estreia e o diretor Jeff Fowler deu a atenção necessária às queixas e refez as características físicas do personagem, resultando em uma aparência bem mais reconhecível e fiel ao seu design dentro do jogo.

O filme conta a aventura que Sonic vive, depois de ter que abandonar seu mundo por não conseguir guardar em segredo seu superpoder: uma velocidade surreal. Com o uso de seus anéis (como aqueles do jogo), ele abre um portal que o leva diretamente para uma pequeno distrito norte-americano, na Pensilvânia. A partir do ocorrido, ele tenta se adaptar ao novo lar e com todo seu carisma, torna-se um grande amigo do policial Tom Wachowski (James Marsden) e juntos lutam para derrotar o maquiavélico vilão, Dr. Eggman/Robotnik (Jim Carrey) e seus robôs.

O longa é inegavelmente nostálgico para os fãs, com referências à SEGA, uma trilha sonora trabalhada em cima destas e cores bastante vivas. As cenas de ação e os poderes de Sonic, prendem o público durante todo o filme e mesmo não sendo o maior fã do jogo, ou até mesmo nunca o ter jogado, o roteiro de Patrick Casey e Josh Miller, não necessariamente inserido no universo dos games, faz com que entretenha a todos, principalmente crianças, fazendo o expectador criar um grande carinho pelo ouriço azul.

O espírito brincalhão e enérgico do personagem principal é bem marcado por sua personalidade e trocadilhos – outro argumento para que ele seja tão cativante.

Jim Carrey, mesmo com espaço suficiente para não roubar o de Sonic, entrega em um vilão engraçado e exótico, cheio de acrobacias com as sobrancelhas e uma risada marcante, projetando momentos cômicos – pelo menos para parte dos expectadores.

O ritmo produzido no longa faz com que dê a impressão de que o protagonista nunca deixa de falar e Bem Schwartz é quem leva o crédito pelo incrível trabalho de dublagem, onde incorporou o espírito jovial do personagem.

Sonic – O Filme é divertido, não vai muito além disso, mas em 1h40 é apresentado ao público uma história extremamente simples que funciona, mesmo tendo como argumento a comicidade e nostalgia.

Nos pós-créditos, ainda é sugerido que uma outra personagem dos jogos dará continuidade a saga, o que pode entusiasmar os fãs.