SINOPSE

Filmes sobre catástrofes, geralmente, garantem um público certo, ainda mais com toda a publicidade que produções dessa natureza tendem a apresentar. Com um patrocínio milionário, bem como produtores ousados, efeitos bem elaborados mas não absolutamente perfeitos, o filme ‘Terremoto – A Falha de San Andreas’ é mais do que uma simples aventura. Consegue-se refletir sobre tudo aquilo que os profissionais de resgate realizam para salvar vidas vitimas de acidentes naturais e catástrofes provocadas pela força da natureza.

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O filme em questão, diferente do que muitos pensam, não é uma refilmagem do clássico ‘Terremoto’ de 1974, pois embora trate do mesmo fenômeno natural, o enredo é totalmente diferente, uma vez que no clássico são mencionadas várias histórias de personagens diversos, enquanto que no filme atual a história se limita a uma família com um casal em processo de separação, lutando para salvar a filha no coração da cidade de San Francisco, região mais afetada pelo tremor.

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O filme também mostra o trabalho de cientistas como o Dr. Lawrence Hayes, interpretado por Paul Giamatti que tentam decifrar o tempo e a dimensão dos abalos sísmicos de grande potência que irão afetar a chamada falha de San Andreas, um encontro de placas tectônicas que se transformam e prolongam por cerca de 1290km através da Califórnia.

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Dwayne Johnson faz o papel do piloto de uma unidade de resgate que tenta buscar soluções para salvar as vítimas do terremoto, incluindo sua mulher e filha, interpretadas pela atriz de Jovens Espiões, Carla Gugino, e a estrela de Percy Jackson e da série True Detective, Alexandra Daddario.
A escolha de Johnson para o papel principal, embora nada extraordinário, convence o público concretizando uma imagem de herói da história, algo que o mesmo sabe fazer muito bem. Curiosamente, ele e o diretor do filme, Brad Peyton, já trabalharam juntos em Viagem 2 – A Ilha Misteriosa. As demais atrizes também não apresentam atuações espetaculares, ressaltando que as cenas de romance tosco entre Alexandra Daddario e Hugo Johnstone-Burt acabou por afetar o roteiro, ou seja, deixando a historia um tanto sem graça.

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Em termos de produção e, assim como todos os filmes fictícios sobre desastres naturais, o filme peca pelo excesso de efeitos visuais, de modo até mesmo a desafiar as leis da física para tentarem fazer algo realmente bom. Citando o principal desses erros, a cena em que a tsunami está invadindo San Francisco e acaba por inundar o prédio mais alto da cidade mas sem conseguir encobrir a Igreja principal com um tamanho bem inferior a do referido prédio. Um erro imperdoável que geralmente acarreta uma não indicação ao Oscar de Efeitos Visuais, algo geralmente não compreendido pelos fãs de filmes como este.

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Por falar em Oscar, a cena final que demonstra o sentimento de patriotismo sobre todas as circunstâncias trágicas, é algo que vem se tornando bastante apelativo e irritante para membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, bem como para diversos críticos, inclusive americanos. Em outras palavras, já é notável que para um filme como San Andreas, ganhar o seu devido respeito e ser agraciado pela crítica é preferível que não se busque tal respeito exaltando o patriotismo americano, algo que já é naturalmente visto e sentido por todos habitantes dos Estados Unidos da América.

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Apesar dos pontos negativos, ‘Terremoto – A Falha de San Andreas’, assim como outros filmes como 2012, são produções que sempre terão o seu espaço e audiência, pois a priori são bem divertidos e, para quem aprecia toda a tecnologia empregada neste trabalho, será uma ótima opção para se assistir em Blu-ray.