SINOPSE

Reboot da franquia Tomb Raider, baseada no game homônimo, que acompanha a primeira aventura da destemida arqueóloga Lara Croft.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Roar Uthaug

Roteiro:

Evan Daugherty, Geneva Robertson-Dworet

Gênero:

Ação, Aventura

Produção:

Elenco:

Alicia Vikander, Dominic West

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2018

Data de Lançamento:

15/03/2018

Distribuição:

WARNER BROS.

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Revendo os filmes de “Tomb Raider”, fica claro que o tempo não fez bem para os antigos filmes estrelados por Angelina Jolie. Filmes com efeitos que não envelheceram bem, uma história que até causou amor por uns e esquecimento por outros. Uma coisa é fato, nos games Tomb Rider voltou ainda mais forte, com nova roupagem, e uma protagonista mais pé no chão, Lara nos dá uma empatia nos games que nos carrega por toda a trama do jogo.

O anúncio de Alicia Vikander como Lara Croft rendeu algumas dúvidas por parte dos amantes dos games, porém uma boa parte achou a escolha certeira. Para esse novo universo, Vikander poderia trazer toda a força, persistência e heroísmo que a musa dos games faz com primor.

Tomb Rider – A Origem nos mostra a dificuldade que os estúdios enfrentam em adaptar os games para a telona. A falta de interação de um gamer com as tramas visto no universo do cinema, vem sendo uma das coisas que mais afastam público dos filmes Nem sempre estabelecer um universo, ou recriar o famoso Fan Service nos faz gostar de um filme, e “Tomb Rider – A Origem”, nos mostra os lados bons e ruins dos filmes inspirados em games.

O filme nos mostra semelhanças com as fases dos games em que vão fazer o público vibrar em certos momentos, como a sua doação para continuar os percalços mesmo quando está ferida, a descoberta – mesmo que muito facilitada pelo roteiro – para a conclusão de alguns puzzles e os momentos que Tomb Rider soube fazer de melhor para homenagear os games, ação mesmo que dosada, dá um gostinho do que Tomb Rider pode se tornar.

 

Uma mescla de homenagem com os filmes “A Múmia”, de Brendan Fraser e claro “Indiana Jones”. Uthaug nos traz uma direção que prende o fôlego em alguns momentos, mas que nos faz pensar o famoso ”quanto falta Para acabar o filme“ nos diálogos. Muito por culpa do roteiro raso, sem riscos, que pode ser premeditado pelo público com 15 minutos. O que não faz Tomb Raider ser uma experiência melhor, sem dúvida, está na sua história, é genérica e batida, os plots são previstos a cada informação que a história te dá.

O filme dança com os clássicos da aventura, mas toda a sua intenção fica no que já deu certo em outro filme, e algumas vezes parece que aquela decisão foi tomada mais para dar uma familiaridade para o público, do que um propósito para a história.

Alicia Vikander convence, sua postura lembra bastante o que vemos de Lara Croft, consigo ver o quanto essa personagem pode crescer com novos filmes. Ela está bem em boa parte do filme, infelizmente o material para aprofundar a personagem não está a altura da atriz, que tem um carga de atuação muito maior do que o mostrado, já as cenas de ação ela está bem, fazendo com que nem sentimos falta de Angelina Jolie.

O universo foi estabelecido e uma sequência interessante nós mostra que os planos para a nossa nova Lara Croft é duradouro, o sentimento que fica é de um trabalho que alimenta a ação esperada, mas nos deixa órfãos de uma profundidade da origem de Tomb Raider. O saldo fica no meio termo de quem se deixar levar e de quem espera mais.

O que podemos esperar é uma continuação que seja tão próximo ou o bastante para mostrar que a maldição dos games no cinema, acabe.