SINOPSE

O roteirista Dalton Trumbo (Bryan Cranston) tem uma história singular em Hollywood: apesar de ter escrito algumas das histórias de maior sucesso da época, como “A Princesa e o Plebeu”, ele se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso e acabou preso e proibido de trabalhar. Mesmo quando saiu da prisão, Trumbo demorou anos para vencer o boicote do governo, sofrendo com uma série de problemas envolvendo familiares e amigos próximos.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Jay Roach

Roteiro:

John McNamara

Gênero:

Biografia, Drama

Produção:

Michael London, Janice Williams, John McNamara, Jay Roach

Elenco:

Bryan Cranston, Diane Lane, Helen Mirren, Elle Fanning, John Goodman

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2015

Data de Lançamento:

28 de janeiro de 2016

Distribuição:

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Item não avaliado

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Item não avaliado

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

Poster Trumbo - Lista Negra

Não é qualquer dia que você pode assistir ao grande Bryan Cranston, o eterno Walter White de ‘Breaking Bad’, nas telas dos cinemas, portanto é importante não deixar a oportunidade passar, ainda mais quando se trata de um filme como ‘Trumbo: Lista Negra’, que revela uma história interessante sobre Dalton Trumbo que, em 1947, era um dos principais roteiristas de Hollywood. Trumbo foi preso e incluído na lista negra do governo por suas crenças políticas. Outros artistas comunistas também foram presos na época.

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‘Trumbo: Lista Negra’ apresenta um Dalton Trumbo perspicaz e que sabia utilizar sua habilidade na comunicação como ninguém. O roteirista, que estava praticamente proibido de atuar na área por causa de suas crenças políticas, venceu dois Oscar com seus roteiros, que foram assinados, um por seu amigo e outro por uma pessoa inexistente.

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O ponto mais forte dessa produção é a interpretação de Bryan Cranston como o roteirista Trumbo. Ele consegue se desvencilhar quase que totalmente da imagem que tinha em ‘Breaking Bad’, com o seu traficante Walter White. Ele só não consegue se desvencilhar por completo pois não fez um transplante de face. Visto que seu personagem na aclamada série ficou quase 6 anos no ar e rende espectadores até hoje, se desvencilhar de um personagem como Cranston faz em ‘Trumbo: Lista Negra’ é encantador. A direção de Jay Roach é simples, mas muito adequada ao contexto e à época em que a história se passa. O processo de colorização é essencial para a construção da temática do filme, assim como a sua trilha sonora.

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A sempre emocionante Diane Lane, que interpreta da esposa de Trumbo traz uma suavidade ao filme, em meio à agressividade do Comitê de Atividades Antiamericanas. A Cleo Trumbo do filme é uma mulher companheira, e que está disposta a sofrer o marido e a colocá-lo com os pés no chão a partir do momento em que Dalton passa a ficar obcecado com seus inúmeros roteiros, todos feitos por “debaixo dos panos”.

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Um homem brilhante como Dalton Trumbo, que conseguiu expor, de forma inteligente, as perversidades e injustiças da lista negra, que funcionava como uma rede, envolvendo nomes como a colunista social Hedda Hopper, no filme intepretada por Helen Mirren e celebridades como John Wayne, Kirk Douglas e Otto Preminger, certamente merecia um filme à sua altura, e esse filme é ‘Trumbo: Lista Negra’. Ainda bem que contrataram Bryan Cranston para interpretá-lo, dificilmente alguém conseguiria realizar esse trabalho com tanta maestria.