45 copy

Ao ler a sinopse de “Tudo Por Justiça”, o espectador tem a impressão de que irá se deparar com um filme bastante comum, desses com histórias recheadas de clichês. Não que o longa de Scott Cooper não tenha clichês, mas o seu desenvolvimento traz tantas comparações importantes, que os mesmos acabam passando despercebidos.

Na primeira metade do filme, trombamos com Christian Bale interpretando um homem apaixonado, trabalhador, e acima de tudo, fraterno. O amor para com o pai e o irmão, vivido por Casey Affleck, é o que mais chama atenção na trama. Apenas na segunda metade do longa, é que encontramos a sede por justiça.
O filme tem uma fotografia interessante, que nos traz resquícios da crise econômica americana vivida nos últimos anos.
Scott Cooper, também roteirista de “Tudo Por Justiça”, procura desenvolver um ambiente fraterno e leal durante a maior parte do filme, fazendo com que o espectador vivencie os sentimentos despertados nos personagens, para que depois o mesmo compartilhe a ânsia de vingança que dominou Russell Baze, vivido por Bale.
O elenco do longa conta com nomes fortes, como o já mencionado Christian Bale, Woody Harrelson, Forest Whitaker e Willem Dafoe. Harrelson merece destaque como o sanguinário Harlan DeGroat, que enoja a cada cena.
Christian Bale, ator de títulos como “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, “O Vencedor”, “Trapaça” e “O Maquinista”, bastante conhecido por suas transformações físicas em nome do Cinema, é intenso e completo, e confirma isso a cada filme em que atua.
O veterano Leonardo DiCaprio trabalha como produtor do filme, e foi cotado para interpretar Baze, mas o ator preferiu deixar a vaga para Bale.
Casey Affleck concorreu ao papel de Rodney Baze Jr. com Channing Tatum, Taylor Kitsch, Max Irons e Garrett Hedlund.
A trilha sonora não é tão evidente no longa, mas dá seu toque especial.
Com uma edição bastante eficaz, “Tudo Por Justiça” se mostra um filme bem interessante.