Oriundo de um vilão de história em quadrinhos e adaptado para as telas dos cinemas em 2007 – no terceiro filme do Homem-Aranha – Venom ganha uma eletrizante versão cinematográfica dirigida por Ruben Fleischer – que tem em seu currículo filmes como Zumbilândia (2009) e Caça aos Gângsteres (2013).

Mesmo que o ultimo da trilogia de Sam Raimi não tenha agradado muito aos fãs e a crítica, possivelmente Venom agradará.

De origem simbionte, sua primeira aparição ocorreu na edição Guerra Secreta de The Amazing Spider-Man, em 1984, e batizado provisoriamente como A Roupa Alienígena, o vilão ganha um filme solo que estreia nesta quinta. Entenda melhor a origem do personagem aqui.

O filme já começa com uma espaçonave desconhecida caindo na Malásia, trazendo consigo uma criatura gosmenta e preta.  Em meio a todo esse alvoroço, e na cidade de São Francisco, o repórter Eddie Brock acaba sendo demitido por bater de frente com o chefe da Fundação Vida durante uma entrevista.

Mais adiante, ele acaba bisbilhotando o laboratório, com o auxilio de um cientista e acaba descobrindo seres humanos como cobaia de experimentos.

Não demora muito para que um parasita tome conta do corpo de Eddie, fazendo-o seu hospedeiro. Eddie torna-se então uma espécie de boneco. Cada vez que o simbionte vai dominando Eddie, ele vai se transformando numa criatura medonha preta e viscosa com olhos brancos que adora devorar cabeças dos humanos.

Repetindo a fórmula que deu certo em filmes de super-herói e suando o embate entre a ciência e o sobrenatural, Venom, além de não surpreender, é assumidamente ridículo em uma trama superficial com falhas na edição que mais fazem parecer um filme paródico.

E não vá pensando que por se tratar de um spin-off de um vilão de HQ, Venom é 100% do mal – exemplo disso é a patética cena final, embora que, ao tomar conta de Eddie, o espectador vai percebendo que Venom funciona mais como um alter ego do repórter.

Sejam quais fossem os motivos para que seu personagem seja demitido, ainda assim Tom Hardy não convence muito e nem ajuda nas infâmias e forçadas piadas do roteiro.

Embora que, por alguns momentos, Venom seja divertido, deixa no vácuo algumas situações que poderiam ser descartadas e assim, diminuir a confusão deixada por causa dele. Talvez isso rendesse um filme razoável e não uma desastrosa adaptação onde tem um ritmo frenético, prometendo muito e cumprindo quase nada.