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“12 Anos De Escravidão” pode ser considerado um dos melhores filmes de Hollywood. O filme não é sobre os males da escravidão, ou sobre aquela burocracia que muitos filmes sobre o assunto abordam. É diferente, é intrigante, é impactante e acima de tudo, verdadeiro. O filme nos traz momentos de imensa angustia ao nos depararmos com negros açoitados sem censura. O Cinema precisava de um filme como esse, não há dúvidas, e felizmente, esse longa chegou às telonas e com toda a certeza, deveria levar o Oscar de “Melhor Filme”, categoria em que está indicado.
O longa-metragem de Steve McQueen nos traz uma história baseada na autobiografia de Solomon Northup, interpretado pelo brilhante Chiwetel Ejiofor, um negro livre de Nova York, que é sequestrado e obrigado a viver como escravo na Louisiana. O livro “12 Anos De Escravidão”, em que serve de grande base para o filme, foi publicado pelo verdadeiro Solomon em 1853.
O filme é um retrato absurdamente verdadeiro do que era a época de escravidão. Submissão, castigo, violência, e até o estupro constante em que a negra Patsey, interpretada por Lupita Nyong’o, sofre do senhor de escravos Epps, vivido por Michael Fassbender.
É estranho imaginar que um filme deste patamar esteja concorrendo com um longa como “Gravidade”. Além disso, os dois estão ocupando os primeiros lugares para receber o prêmio mais aclamado do Cinema.
“12 Anos De Escravidão” conta com um elenco fantástico, Ejiofor interpreta com intensidade inexplicável o negro injustiçado Solomon Northup, e consegue transmitir, para quem está do outro lado da tela, a mágoa, a tristeza, e os sentimentos mais sórdidos vividos pelo seu personagem.
O ator Brad Pitt faz uma breve participação no longa, porém muito importante para o desenvolvimento da história.
O filme está com 9 indicações na 86ª premiação do Oscar, nas categorias “Melhor Filme”, “Melhor Ator” com Chiwetel Ejiofor, “Melhor Ator Coadjuvante”, com Michael Fassbender, “Melhor Atriz Coadjuvante”, com Lupita Nyong’o, “Melhor Diretor”, com Steve McQueen, “Melhor Figurino”, com Patricia Norris, “Melhor Edição”, com Joe Walker, “Melhor Design De Produção”, com Adam Stockhausen e Alice Baker e “Melhor Roteiro Adaptado”.
O longa já levou o Globo De Ouro de “Melhor Filme”, e é o grande favorito do “Pipoca De Pimenta” para levar o Oscar da categoria também.