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Uma história secular se faz de base para “47 Ronins”. Com roteiro assinado por Chris Morgan e Hossein Amini, o longa tenta misturar monstros, dragões e feitiçaria com uma história lendária de desbravamento e coragem bem conhecida na cultura japonesa. Porém, essa junção não deu muito certo.
Foram seis anos de espera para que o brilhante Keanu Reeves voltasse às telonas dos cinemas brasileiros, e infelizmente o longa não favoreceu muito o ator, foram poucos os momentos em que Reeves pôde ter condições de mostrar o que realmente sabe fazer… Atuar. Nas cenas em que o ator é destaque, temos o gostinho de vê-lo interpretar, porém após alguns minutos, esse gostinho é interrompido por interpretações esdrúxulas dos atores coadjuvantes.
Não é o primeiro filme que conta a história dos 47 Ronins, o Cinema conta com mais 6 filmes, “A Vingança dos 47 Ronin” de 1941, “Chûshingura” de 1958, “Os Vingadores”, de 1962, “Akô-jô Danzetsu” de 1978, “Shijûshichinin no Shikaku” de 1994 e “Saigo no Chûshingura” de 2010, porém, “47 Ronins” é o primeiro a ser feito por uma produção hollywoodiana e contada de forma tão fictícia.
O longa tem na direção Carl Erik Rinsch, e entra no time das superproduções, com um orçamento de nada menos que US$ 200 milhões, porém, dinheiro não significa qualidade, pelo menos não no caso de “47 Ronins”.
O longa nos traz cenas totalmente dispensáveis, com alguns efeitos especiais grandiosos, temos que reconhecer, porém muito deixa a desejar.
Com roteiro fraquíssimo e atuações péssimas dos personagens coadjuvantes, o que nos dá prazer ao ver o longa, é a volta de Keanu Reeves, o nosso eterno Neo, da trilogia “Matrix”, que merecia muito mais do que um filme tão mau elaborado.