SINOPSE

Christian Black (Marlon Wayans) é um empreendedor de sucesso com um passado obscuro e gostos bem peculiares. Quando conhece a Hannah Steale (Kali Hawk), ele fica obcecado por ela e tenta fazer com que ela se submeta a todos os seus desejos. Sexuais, é claro. O problema é que a única coisa que ele consegue dominar é a sua atenção, e a única dor que ele consegue causar é na barriga, de tanto rir.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Michael Tiddes

Roteiro:

Marlon Wayans, Rick Alvarez

Gênero:

Comédia

Produção:

Marlon Wayans, Rick Alvarez

Elenco:

Marlon Wayans, Mike Epps, Kali Hawk

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2016

Data de Lançamento:

3 de março de 2016 (1h32min)

Distribuição:

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

50 Tons de Preto

Será que ‘50 Tons de Cinza’ “merecia” uma paródia? Um dos filmes (baseado no “best-seller” da autora inglesa E. L. James) mais criticados por especialistas e até pelos próprios fãs da obra escrita, será que poderia ser ainda mais zoado? O comediante americano Marlon Wayans, então, ao ver do que se tratava ‘50 Tons…’ e toda a repercussão não teve dúvidas de apontar e dizer que este também deveria ganhar uma versão de humor escrachada. Nasce, então, ‘50 Tons de Preto’; É claro.

Cinquenta Tons de Preto 1

Wayans aqui é roteirista, produtor e ator principal. Faz o belo, rico e pervertido ‘Christian Black’. A versão negra de ‘Christian Grey (Cinza)’. O roteiro segue tirando sarro do filme original quase que quadro por quadro. Black e Hannah (Kali Hawk) vivem o casal que se envolve em uma trama de sexo sadomasoquismo e submissão feminina… O primeiro encontro (a entrevista), as cenas de sexo, as conversas… Os ambientes, posição de câmera, cores… Tudo é copiado até que com bastante cuidado. Quem assistiu o verdadeiro não vai ter muitas surpresas aqui.
O problema é que 2016, quando o filme foi lançado, o mundo (e os Estados Unidos, neste caso, especificamente) passa por um momento bastante delicado politicamente por conta da questão de racismo. A falta de atores negros indicados a premiação do Oscar fez com que atores afro descendentes fizessem um boicote ao evento por conta do preconceito e da falta de oportunidade… Fora a violência sofrida pela população negra no dia a dia norte-americano.

Cinquenta Tons de Preto 2

Ao longo do filme, Marlon aborda o tema racismo, mas de uma maneira de gosto bastante duvidoso… Por várias e várias vezes, há a presença de “piadas” que ele mesmo faz em relação ao estereótipo de que negros são ladrões, possuem pênis grandes, etc. Mas, isso não vem de hoje. Desde o sucesso de ‘As Branquelas’ de 2004, ele vem repetindo algumas dessas piadas com a intenção de polemizar utilizando as próprias críticas que os negros recebem, mas ao próprio favor… Seria isso algo engraçado? Ou inteligente?

Cinquenta Tons de Preto 3

Os filmes de comédia dele descambaram para isso recentemente. Vide a série ‘Inatividade Paranormal’ (2013…2014). Sobrou até para os latinos. Esta “evolução” em forma de humor crítico ainda traz os elementos escatológicos e apelativos infantis em relação ao sexo (como nos primeiros ‘Todo Mundo Em Pânico’ de 2000 e 2001) e principalmente à busca pelo riso forçado com cenas repetitivas. Ou seja, prepare-se para sequências cansativas onde Marlon “passando meia hora” na mesma “piada” como, por exemplo, naquelas que envolvem graça física (bater a cabeça em alguma coisa várias vezes). Outro empecilho são as várias piadas internas americanas… Se você não tem contato com a cultura pop dos Estados Unidos ficará bem perdido com a quantidade de referências e nomes de artistas citados.

Cinquenta Tons de Preto 4

A crítica já massacrou o longa dando a ele notas (justas e) ridiculamente baixas. Um riso bobo pode ocorrer aqui e ali, mas é provável que seja mais de vergonha alheia por parte do público do que de graça por parte do filme. ‘50 Tons de Cinza’ já é ruim por si só (poderia dar 51 motivos para alguém inteligente e com o mínimo de auto estima não assisti-lo, pois é de fato uma tortura para o cérebro), mas perto de ‘50 Tons de Preto’ fica até “engraçadinho”…