SINOPSE

Tommy Tilden, um experiente médico legista, e seu filho, Austin, são responsáveis por comandar um necrotério e crematório na Virgínia. Quando o xerife local traz uma emergência - o corpo de uma desconhecida que foi encontrado no porão de uma casa onde houve um múltiplo homicídio - tudo parece ser um caso simples de resolver. Mas, à medida que eles fazem a autópsia, eles começam a ter revelações assustadoras. Mesmo aparentemente preservado, o corpo da mulher tem suas entranhas marcadas, carbonizadas e desmembradas, o que os leva a acreditar que ela foi alvo de uma terrível tortura. Enquanto Tommy e Austin tentam encaixar as peças desse mistério, uma força sobrenatural toma conta do crematório e coloca a vida dos dois em grande perigo.

FICHA TÉCNICA

Direção:

André Øvredal

Roteiro:

Ian B. Goldberg, Richard Naing

Gênero:

Terror, Suspense

Produção:

Eric Garcia, Fred Berger, Rory Aitken, Ben Pugh

Elenco:

Brian Cox, Emile Hirsch, Olwen Catherine Kelly, Ophelia Lovebond

Produção:

Eric Garcia, Fred Berger, Rory Aitken, Ben Pugh

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2016

Data de Lançamento:

04/05/2017

Distribuição:

Diamond Films

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Montagem:

Efeitos Especiais:

Montagem:

Efeitos Especiais:

Efeitos Visuais:

Direção de Arte:

Elenco:

Ao assistir o trailer de “A Autópsia”  muita gente despertou a curiosidade em ver como seria o resultado de uma produção pequena de poucos recursos, filmada em pouquíssimos ambientes e praticamente estrelado por quatro atores, sendo dois bastante conhecidos do público, Brian Cox que as pessoas lembram muito pelo personagem Agamemnon de “Tróia”, Emile Hirsch, o astro de “Na Natureza Selvagem”, contando, também, com a participação de Ophelia Lovebond que fez a Pippa de “Os Pinguins do Papai” e a quase estreante Olwen Catherine Kelly que interpreta a estrela do filme, o cadáver Jane Doe, termo equivalente a João ou Zé ninguém para mulheres.

O enredo gira em torno de uma série de mortes dentro de uma casa, com um corpo feminino enterrado em cova rasa na garagem e que aparentemente não tem ligação com os assassinatos ocorridos. O corpo de Jane Doe acaba indo para para uma funerária onde pai e filho, donos do estabelecimento irão tentar descobrir a causa da morte da mulher. A partir daí, acontecimentos estranhos começam a tomar conta do ambiente, como uma mudança no tempo, na atmosfera do ambiente que afeta, inclusive, os  demais cadáveres na geladeira. Alucinações e medo são fatores bastante presentes no decorrer deste filme. A objetividade do filme é algo que impressiona e satisfaz o público.

Exatamente, com o intuito de não fazê-lo parecer um filme parecido com o perturbador “cadáveres” onde se utilizaram corpos verdadeiros para esta produção, “A Autópsia” carrega o tom sinistro e o desvendamento de um mistério macabro que gira em torno da personagem Jane Doe. Uma ideia interessante mas que poderia ter sido melhorada no decorrer do filme, uma vez que apenas se deduz o que estava por trás do corpo em análise. Já que uma sequência poderia matar a charada da trama, a continuação desta história está praticamente fora de cogitação, a não ser que seja muito bem pensada pelos idealizadores.

É estranho ver atores bons desperdiçando seu profissionalismo em filmes curtos e que não fazem muito o estilo deles, por isso se tornou um tanto confuso ver Emile Hirsch, que já tinha brilhando antes em filmes discutíveis e inteligentes, agora vir a fazer filmes de terror de baixo orçamento. Muitos acreditam em crise de atores um tanto esquecidos de Hollywood, até porque o veterano Martin Sheen quase aceitou fazer o papel interpretado pelo também veterano Brian Cox.

Em defesa do filme pode se dizer que o diretor estreante André Øvredal queria algo simples e direto, sem rodeios ou delongas, o que de certe forma atrai o público tão exigente e que não gosta de perder tempo com filmes de terror. A maquiagem utilizada no filme, bem como sua trilha sonora sinistra embora quase inotável, são elementos que contribuem para o seu melhoramento. Sente-se uma certa pena dos personagens principais ao assistirmos o sofrimento dos mesmos do inicio ao fim do filme sem que eles pelo menos tenham ligação com o cadáver Jane Doe. Contudo, há que se admitir que a cena final envolvendo a musica “Let the Sunshine in” é realmente aterrorizante.

Embora sempre criticado atualmente, o novo cinema de terror é sempre uma caixinha de surpresas. Se espera muito de produções caras que de fato não são nada impressionantes, e se espera pouco de produções pequenas mas com histórias que realmente são fascinantes. O que se presencia é o descaso de muitos produtores em se recusar a negar ler qualquer roteiro ou história, deixando passar de repente uma ótima ideia para se fazer um bom filme. No caso de “A Autópsia”, pode se dizer que de fato é ima ideia interessante mas que podia ser melhorada ao extremo e, ao mesmo tempo, impressionar mais o público.