SINOPSE

Analisando a obra de Gullermo Del Toro, não há como ignorar a produção que o destacou como diretor e que inovou o cinema do gênero terror.

Há mais de quinze anos, quando os filmes de terror não-americanos ganharam espaço para o público fã do gênero, destacaram-se filmes com uma temática simples mas com histórias realmente envolventes. Filmes latinos, europeus, asiáticos, têm, cada um – suas peculiaridades das mais variadas possíveis que obtêm suas críticas diversificadas ao redor do mundo.

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Guillermo Del Toro, um diretor bastante aclamado pela crítica e que pode ser taxado como o “Tim Burton Mexicano” pelos seus fãs, exatamente devido a sua delicadeza para materializar a fantasia dentro de suas produções, conseguiu se destacar em “A Espinha do Diabo”, uma produção mexicana/espanhola, bastante simples, mas com nomes de peso como o de Pedro Almodôvar que fez parte da produção. O filme, embora vendido como suspense e terror, dependendo do país, trata-se também de um drama bastante perturbador onde se vê a trajetória de um jovem dentro de um mundo cruel e injusto criado pelos seres humanos ruins.

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O filme gira em torno de Carlos, um menino de 12 anos que é enviado para um orfanato durante a guerra civil espanhola e que tem que lidar com a perseguição dos outros meninos da instituição, bem como a violência praticada pelos adultos do local, como o carrasco Jacinto. A vida de Carlos tem uma reviravolta quando o mesmo começa a ter visões de um espírito aprisionado de um menino que fora brutalmente assassinado naquele local, anos atrás e que busca vingança para poder descansar em paz.

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A trama, aparentemente tida para muitos como um verdadeiro clichê de filmes de terror repetitivos, tem sim um diferencial, quando se nota toda a delicadeza de um determinado personagem, bem como a violência um tanto tenebrosa e pesada aos olhos do público na época de seu lançamento, algo um tanto novo comparado aos demais filmes do gênero e de diversas nacionalidades.

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Sobre o terror em si, não há o que se falar em sustos apavorantes, apesar da aparência horripilante do menino fantasma, o que, de certa forma, conseguiu comprometer a publicidade do filme a começar pelo trailer onde se pôde ver claramente a figura do espírito. Fato este que, em um filme norte-americano, dificilmente aconteceria.

Sobre a produção, nota-se uma trilha sonora bem convincente e uma edição muito boa sem nenhum deslise de imagens com uma fotografia bastante escura em algumas cenas, o que deixou a desejar pra quem viu o filme no cinema sem todo o avanço de tecnologia que temos hoje.

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É inquestionável que o estilo de Del Toro é uma marca registrada nesta produção, o que se conseguiu ver em muitas outras dirigidas por ele. Apesar das críticas mistas de ‘A Espinha do Diabo’, aqueles que defendem a produção, o fazem não necessariamente porque o filme é bom, mas porque é uma inovação dentro do mundo cinematográfico que conseguiu se diferenciar, e muito, do estilo clássico norte americano e que, ainda mais, influenciou outros idealizadores de regiões diferentes a fazerem o mesmo.
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Trailer do Filme: