As guerras sempre estiveram presentes na humanidade. No mundo moderno a guerra que parece não ter fim é ao narcotráfico. Todos os dias, em várias partes do mundo, várias pessoas morrem por conta dessa guerra. Morrem policiais, traficantes, mulheres e inclusive crianças. Este árduo conflito é retratado no último filme do canadense Denis Villeneuve. ‘Sicario – Terra de Ninguém’ que retrata os impactos que a guerra às drogas tem nas pessoas e na sociedade.

Filmes sobre o narcotráfico são muito comuns. Aqui no Brasil, por exemplos, nós temos os excelentes ‘Cidade de Deus’, do Fernando Meirelles, e ‘Tropa de Elite’, do José Padilha. Entretanto, cada longa mostra uma realidade diferente do narcotráfico. Em ‘Sicario – Terra de Ninguém’ o narcotráfico é mostrado como o que ele realmente é: impossível de se vencer.

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O maior de todos os problemas em meio a essa guerra é que sempre haverá alguém a financiando. Independente de quantos traficantes o governo prenda ou mate ou de quantos são gastos no tratamento dos dependentes químicos, sempre haverá pessoas comprando drogas em portões de faculdades, raves, baladas ou mesmo em praças. Enquanto milhões de dólares são gastos no combate ao narcotráfico, outros milhões entram na conta dos traficantes. Matt Graver, personagem de Josh Brolin no longa, sabe disso e por isso não trava duras batalhas com traficantes.

A lógica é simples: se existe algo que você não pode extinguir, o melhor é controlá-lo. Denis Villeneuve, com o roteiro de Taylor Sheridan, mostra tudo isso de forma incrível. Alejandro, personagem do Benício Del Toro, é a personificação perfeita do narcotráfico. Ele mata por seus próprios motivos, mas não vê a quem. Ele perdeu sua família e por isso destrói a dos outros. Não que ele seja mal. É injusto classificá-lo assim. Ele apenas é, como eu já disse, a personificação do narcotráfico. Frio, cruel, implacável e imparável.

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‘Sicario – Terra de Ninguém’ mostra um mundo que vai continuar existindo aconteça o que acontecer. Um mundo que envolve um país inteiro e o consome com a violência. Em meio a esses conflitos ainda há pessoas que acreditam no bem, como a Kate, personagem de Emily Blunt. Contudo essa guerra já é vencida e nem mesmo um exército de Kate’s poderia mudar essa história que tem sempre o mesmo final.

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