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“As Tartarugas Ninja” é, diríamos que, um tanto problemático. Após surgir nos quadrinhos, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello ganharam a atenção do público da época e permaneceram com ela quando passaram para os desenhos animados e, posteriormente, para as telonas. Depois de “As Tartarugas Ninja”, “As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze” e “As Tartarugas Ninja III”, as quatro super tartarugas voltam ao Cinema para a alegria dos que se aventuraram junto com suas histórias num passado não tão distante.
Apesar do sucesso de bilheteria que o filme vem conquistando, a produção poderia ser bem melhor. Com um roteiro nada impactante, “As Tartarugas Ninja” traz Jonathan Liebesman na direção, e Michael Bay na produção, e, assim como a trilogia “Transformers”, dirigida por Bay, as cenas de ação são confusas e não valorizam o que é, de fato, a grande marca dos quatro super-herois: a habilidade com as artes marciais. É claro que isso é passado no longa, mas não da maneira certa, não com a intensidade certa.
Apesar disso, a fotografia, em sua maior parte, é interessante, principalmente nos minutos inciais do filme, em que ela alimenta a ansiedade no espectador, que espera com excitação a chegada dos personagens principais. Esse mérito é do brasileiro Lula Carvalho, que assina como diretor de fotografia na produção.
Mas, apesar de todos os problemas envolvendo roteiro e direção, o maior deles é no quesito atuação. Megan Fox vive April O’Neil, uma jornalista que recebe pequenas pautas, e que tem o objetivo de se assentar profissionalmente. Para isso vai atrás, sozinha, de notícias sobre o que acontece na cidade de Nova York, assim, acaba ficando cara a cara com Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello.
Acontece que Megan Fox não é uma atriz, e o que faz dela uma opção para ocupar esse importante cargo em filmes do tipo é o fato de ser um símbolo sexual e agradar o público masculino. Fox não tem naturalidade para interpretar cenas de ação e prejudica o sucesso do filme.
Um ponto positivo para “As Tartarugas Ninja” é a fidelidade em relação à história original das tartarugas mutantes e em relação ao vilão, o temido “Destruidor”. Porém, o vilão não apresenta uma história interessante no filme de Jonathan Liebesman, e entrega tudo muito fácil, o que decepciona quem esperava uma história mais temperada. Whoopi Goldberg faz uma participação pequena na produção, Will Arnett entra como coadjuvante e é responsável por alguns minutos cômicos, e William Fichtner é o antagonista, e faz uma boa atuação, porém não teve espaço para mostrar mais complexidade em seu personagem por culpa do roteiro escasso.
Apesar de todos os pontos negativos, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello arrancam algumas boas risadas do público.

Autor Marina