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É de se esperar que a grande maioria dos espectadores que irá aos cinemas para assistir à ‘Batman Vs Superman: A Origem da Justiça’ saiba a história dos dois personagens principais. Porém, numa boa produção, essa “dedução” precisa ser bem analisada. É preciso pensar naqueles que não conhecem à fundo ou precisa de uma forcinha para relembrar e aproveitar melhor a experiência proporcionada pelo filme. ‘Batman Vs Superman’ se preocupa com esses espectadores e resolve o problema logo na sua introdução. É claro que é impossível explicar tudo de novo sempre, mas esses cuidados devem ser valorizados.

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O ponto mais positivo do filme é definitivamente a escolha dos atores. Henry Cavill, como Superman, tem o físico ideal para interpretar o Deus. Além disso, apesar de não ser o ator mais completo de Hollywood, Cavill convence, e muito bem. Mas o ator não representa uma novidade desde quando interpretou o mesmo personagem em ‘Homem De Aço’, a grande expectativa ficou em cima de Ben Affleck, desde que a Warner anunciou o ator como o novo Homem-Morcego.

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Muitos teimaram, dizendo que o Nick Dunne de ‘Garota Exemplar’ não teria “culhões” para interpretar esse papel. Essa desconfiança toda vem desde que Affleck interpretou o Demolidor, no longa de 2003, que desagradou a grande maioria dos fãs. Mas Chris Evans e Ryan Reynolds também tiveram seus tempos ruins interpretando super heróis e depois triunfaram fazendo o mesmo, por quê Ben Affleck não deveria merecer esse voto de confiança?

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Pois bem, quem confiou no ator não se decepcionou, e mais do que isso, se surpreendeu. Ben Affleck é o sucessor de Christian Bale, que estrelou a franquia anterior, dirigida por Christopher Nolan, e que agradou e muito o público e a crítica. Affleck teve o grande desafio de agarrar um personagem forte e que já estava marcado pela representação bem-sucedida de Bale, que gerou admiração do público. Fora isso, a franquia de Nolan teve um grande Coringa, aclamado por todos, e que ajudou a colocar a franquia do diretor no topo. Ben Affleck segurou a barra e calou os que tanto o criticaram.

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Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, não tem tantos minutos de cena, mas conta com uma grande entrada, que marca o espectador. A atriz representa uma pitada de ‘A Liga da Justiça’ dentro da produção. O figurino para representar a tão aclamada personagem é muito bem trabalhado, tanto em relação à Mulher-Maravilha, quando à Diana Prince, que utiliza alguns acessórios que já remetem à heroína. Jesse Eisenberg, como Lex Luthor, faz uma representação mais caricata do personagem, e se destaca por isso.

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O problema se concentra na direção de Zack Snyder. O diretor perdeu diversas oportunidades de melhorar ainda mais a produção. A primeira cena de Ben Affleck como Batman é boa, mas o tipo de enquadramento que o diretor usou fez com que ela perdesse intensidade. O plano aberto deixa a luta ensaiada demais, puxando o espectador para fora da história, em que estava focado desde o começo. Assim como em sua direção em ‘Homem De Aço’, Zack Snyder enche o espectador de destruições imensas, cheias de efeitos especiais e com um grande trabalho de edição e mixagem do som. Isso é positivo, quando não é exagerado.

‘Batman Vs Superman: A Origem da Justiça’ é um grande filme, mas seria maior se a direção tivesse ido por outro caminho.