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Após uma grande sequência de filmes lançados baseados nos super-heróis da Marvel, incluindo “Homem-Aranha”, “Demolidor”, “X-Men”, “Quarteto Fantástico”, “Motoqueiro Fantasma”, “Hulk”, “Homem de Ferro” e “Thor”, havia chegado a hora do primeiro Vingador ter o seu próprio longa.

“Capitão América” foi dirigido por Joe Johnston, pelo fato de o diretor ter experiência em filmes de época, como “Céu de Outubro”, de 1999 e “Rocketeer”, de 1991, sendo este último passado durante a Segunda Guerra Mundial, bem como a trama do super-herói símbolo norte-americano. Este Capitão América já seguiu a nova “fórmula” da Marvel em fazer filmes que não fossem apenas voltados para o público infantil, mas com um roteiro mais sólido e cuidadoso, sem esquecer é claro da essência fantasiosa dos quadrinhos.
O visual de Capitão América é muito fiel à época em que a história se desenvolve, a década de 40. Os bons figurinos e o clima retrô muito bem apropriado são fundamentais para dar mais credibilidade à trama, mas sem a presunção de ofuscar o desempenho do valente Steve Rogers, interpretado por Chris Evans (o Tocha-Humana de “Quarteto Fantástico”, de 2005), após o ator ter recusado algumas vezes o papel e outros inúmeros colegas terem sido “testados” para ser o Capitão. A persistência valeu a pena, pois Evans se tornou mesmo o ícone do herói, estando presente também em “Os Vingadores”, de 2012 e na sequência “Capitão América 2: O Soldado Invernal”, que estreia em breve. O elenco de apoio foi muito eficiente também, com Hayley Atwell no papel de Peggy Carter e Sebastian Stan, como Bucky, amigo de Steve na trama. Completam com destaque também atores do calibre de Tommy Lee Jones, Stanley Tucci, Dominic Cooper (perfeito como o pai de Tony Stark, o Homem de Ferro), Toby Jones e o hora vilão, hora herói Hugo Weaving, , interpretando o vilão icônico Caveira Vermelha.
Com ação do início ao fim, porém dosada de forma inteligente para não comprometer o ritmo do filme, Capitão América não tem um roteiro espetacular e nem atuações dignas de elogios rasgados, mas é justamente essa simplicidade que torna o filme tão agradável para o entretenimento. Mesmo podendo ser considerado inócuo e um possível “aquecimento” para o ótimo “Os Vingadores”, que seria lançado no ano seguinte, é muito superior a filmes como “Demolidor”, “Elektra” e “Quarteto Fantástico”, que foram duramente criticados tanto pelos fãs, como pela crítica especializada. Pelo contrário, certamente “Capitão América” é divertido, interessante e bem-sucedido naquilo que propõe: lazer para todas as idades.
É reconfortante saber que algumas produtoras têm se preocupado mais com a qualidade de seus filmes, independente de idade ou gênero, não se deve subestimar o público. As pessoas estão cada vez mais exigentes e o Cinema cada vez mais está se tornando uma forma de entretenimento “cult”, diversificando mais seu conteúdo e quebrando algumas censuras e “tabus” que em pleno século 21 ainda persistem. Se for para rir, que seja um humor com conteúdo e qualidade. Ou se for apenas para se divertir, que seja uma diversão à altura dos nossos sonhos.