SINOPSE

Decepcionante e exageradamente “adolescente” são as melhores definições desta adaptação do romance de John Green, o mesmo autor de “A Culpa é das Estrelas”.

Sabe-se que uma história pode se aparentar atraente e emocionante aos olhos de quem a lê. Entretanto, ao ser adaptada para o cinema, a visão em torno do enredo pode não ser tão positiva para o telespectador. Uma modificação em torno do enredo, diálogos mais sérios mesmo não tão maduros e até uma tática mais ousada dos personagens acabaria resultando em uma melhor avaliação deste filme.

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A história gira em torno dos personagens Quentin e Margo, sendo esta uma pessoa ligada em mistérios sobre as pessoas e sobre a sua própria vida. Ela passa a desaparecer várias vezes dando para as pessoas ligadas a ela, pistas sobre o seu paradeiro. Quentin, o qual sempre foi apaixonado por Margo, acaba associando o último desparecimento da garota ao seu real sentimentalismo por ele. Daí, ele e outros amigos passam a tentar desvendar o mistério do desaparecimento de Margo com as pistas deixadas pela mesma.

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Com uma ausência de romantismo, bem como uma trama que mais parece uma espécie de crise existencial da personagem principal, o filme se torna previsível demais e sem nenhuma surpresa realmente impressionante, muito diferente, mas nem tanto, do que ocorre em ‘A Culpa é das Estrelas’. “Cidades de Papel” poderia ter sido melhor trabalhado nas cenas em que mostram a busca final por Margo, desenvolvendo até mesmo os personagens secundários do filme de modo fazê-los ficar mais interessantes.

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A ideia principal da obra, que diz respeito ao modo de usar as pessoas para atingir seus interesses mais pessoais, faz o enredo do filme parecer um tanto repetitivo com um aspecto bastante presente em outras produções como “Doce Novembro”, de 2001, com Keanu Reeves e Charlize Theron.

Embora apareça na maior parte do filme, o personagem de Nat Wolff não convence muito como o sonhador Quentin e acaba deixando muito a desejar aos olhos dos fãs do livro.

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Há uma certa exaltação do público e até mesmo do escritor do romance, John Green, em relação à protagonista do filme, a modelo inglesa Cara Delevingne. No geral, embora não muito convincente, esta tem seu devido reconhecimento pela preparação de sua personagem. Contudo, ainda é cedo para dizer se Cara se destacará como uma boa atriz em seus esperados próximos trabalhos. Em se tratando de Hollywood, existe ainda um determinado pré conceito, considerável até certo ponto, de muitos diretores e produtores em escalarem modelos para produções cinematográficas, uma vez que estas mesmas modelos, por mais experientes que sejam no mundo da moda, acabam não se destacando por, aparentemente, não conseguirem interpretar pessoas diferentes
delas mesmas em um filme.

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Para o público jovem, ainda mais para os leitores desta obra literária, é um filme agradável para os menos exigentes. Contudo, há muito o que discutir em torno dos filmes desta natureza.

Assim como aconteceu com outras produções de mesmo gênero, deve-se esperar que este mesmo público jovem, em um futuro não muito distante, acabe fazendo pouco de Cidades de Papel, quando conseguirem enxergar com mais precisão todos os aspectos mostrados nesta análise.

Trailer do Filme: