SINOPSE

Apesar do mau fadado título traduzido idêntico à produção de John Hughes de 1983, esta não é uma refilmagem de “National Lampoons Vacation”; clássico filme sessão da tarde com Chevy Chase, mas sim uma nova continuação da franquia mais divertida que parodiou a middle class americana e seu provincianismo. Desta vez, o filho de Clark, Rusty Griswold (Ed Helm) resolve ressuscitar seu monótono casamento das agruras da rotina fazendo a mesma viagem de seu pai a Walley World Park. Como comédia road movie, a jornada oscila entre as já comuns piadas grosseiras da comédia contemporânea e boas sacadas em momentos pontuais. O filme segue como bem pensado em contextualizar a família na era das redes sociais, onde parecer estar “bem na fita” é mais importante do que estar realmente feliz. Os créditos de abertura são divertidíssimos com imagens reais de férias familiares e seus micos.

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Ed Helm e Christina Apple Gate nos lembram fisicamente os protagonistas originais, mas quem realmente rouba a cena são os atores mirins que fazem seus filhos James (Skyler Gisondo) e Kevin (Steele Stebbins), um sensível e inseguro, e outro um pentelho nato. As habituais participações especiais também montam os melhores momentos do filme, como o inesperadamente cômico Hemsworth, aqui fazendo um cunhado caipira ególatra e milionário, contraponto perfeito ao “loser” feito por Randy Quaid em 83. Faltou ao personagem de Helm um certo lunatismo de seu pai, que dava a Chase a alma do filme. A obstinação em chegar a Walley World não é o foco central aqui, mas a crise de identidade do casal, tanto material como sentimentalmente. As piadas clichês da franquia continuam lá no caminho, sem novidades, desde os flertes românticos da gostosa no carrão até a garota da piscina, mas há uma cena em especial, que é milimétrica e dá o clímax do filme em uma queda d’água em um bote. Perfeita. Ainda existem engraçadas referências ao cantor Seal que explica bem a personalidade do pai da família.

NATIONAL LAMPOON'S VACATION, Anthony Michael Hall, Chevy Chase, Beverly D'Angelo, Dana Barron, 1983

Alguns momentos soam rápidos demais e desnecessários, como um momento na fronteira entre os quatro principais estados americanos, lembrando bem as piadas dos irmãos Farrely, mas que não cola. Entre erros e acertos pode-se dizer, que no todo, temos um filme que relança a franquia para nossa época com bom futuro e se torna um divertimento escapista e indolor. Tem um roteiro coeso mas com um final apressado, mas o clímax e os personagens são muito bem escolhidos, assim como a participação de Chevy no meio, que juntas salvam a produção. Faltou-lhe um pouco de personalidade no acabamento. A estreia prevista para o dia 10 de Setembro pode garantir boas risadas.

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Trailer do Filme: