SINOPSE

Baseada na série dos anos 80, “Glow” conta a história fictícia de Ruth Wilder, uma atriz desempregada e batalhadora em Los Angeles nos anos 80, que encontra sua última chance de virar estrela ao entrar de cabeça no mundo do glitter e dos colãs da luta livre de mulheres. Além de trabalhar com 12 mulheres excêntricas de Hollywood, Ruth precisa competir com Debbie Eagan, uma ex-atriz de novelas que deixou sua carreira de lado para ser mãe, mas voltou ao trabalho quando percebeu que sua vidinha perfeita não era bem o que parecia ser. Dirigindo todas elas está Sam Sylvia, um diretor de filmes de segunda categoria, acabado e viciado em cocaína, que agora precisa liderar este grupo de mulheres em uma jornada rumo ao estrelato da luta livre.

FICHA TÉCNICA

Direção:

Jesse Peretz

Roteiro:

Liz Flahive, Carly Mensch

Gênero:

Comédia, Drama

Produção:

Carly Mensch, Jenji Kohan, Tara Herrmann

Elenco:

Alison Brie, Betty Gilpin, Marc Maron, Ellen Wong, Kate Nash, Rebekka Johnson, Kimmy Gatewood, Sydelle Noel, Britney Young, Amy Farrington, Michael Bunin, Sunita Mani, Gayle Rankin, Marianna Palka, Britt Baron

Nacionalidade:

EUA

Ano de Produção:

2017

Data de Lançamento:

23/06/2017

Distribuição:

Netflix

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Item não avaliado

Direção de Arte:

Elenco:

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

“Glow” é uma daquelas obras que são deliciosas de se assistir. O pouco falatório dela me preocupa, pois a senhora Netflix já foi desleal com “The Get Down” e com “Glow” ela não pode fazer a mesma coisas, temos aqui a série cômica mais raiz da Netflix.

Pense em modelos, atrizes ou mulheres em busca de um vislumbre participando de uma luta livre, bizarro? Poderia ser, mas além da sinopse ser interessante a história é real. “Glow” foi um programa dos anos 80 de sucesso nos Estados Unidos, onde mulheres lutavam pelos motivos mais bizarros. Se você ainda está estranhando a proposta da série, pense como eles mesmos dizem na série, uma novela que acaba com mulheres saindo no braço com colãs e permanentes. Pense, na luta livre sempre existe uma história por trás, um vilão, o mocinho e sua torcida por um final feliz. E assim se nascia a “Glow” nos anos 80 e parando anos depois na Netflix, para a nossa sorte.

A criadora da série Jenji Kohan, conta a história de Ruth, uma atriz desempregada que vê em um programa de luta livre, sua chance de alcançar o estrelato. Jenji Kohan também é criadora da outra série cômica da Netflix, “Orange Is New Black”, mas ao contrário das presidiárias, aqui temos um tom muito mais leve e muito melhor feita. Sei que “Orange is New Black” é o xodó de muita gente, mas “Glow” me remete aquelas comédias antigas de sessão da tarde, as pausas para as piadas, o improviso de algumas cenas, a magnífica utilização das músicas no momento certo para dar o tom da piada. “Glow” cheira, fala e conversa como os anos 80, e suas personagens são carismáticas, interessantes, com críticas sociais e de gênero.

Sem levantar nenhum cartaz, “Glow” fala muito mais que muito textão, é um ”fique em silêncio” para cada homem que diz que mulheres não podem fazer algo, e na série quando alguém diz que isso não é possível, elas estabelecem que tudo é uma questão de fazer pela primeira vez, e que depois elas tiram de letra.

“Glow” foi uma grata surpresa, depois de uma leva fraca de conteúdos da Netflix, podemos dizer que a série é um “Strangers Things”, bem humorado, sem propaganda e com uma Eleven que te faz rir e torcer por ela como os pequenos fizeram na ficção mais amada da plataforma. “Glow” é algo que você precisa assistir já.