SINOPSE

Baseada na série de livros “The Maze Runner” (trilogia original iniciada em 2009), a versão para as telonas chegou em 2014 e foi um grande sucesso. A produção de pouco mais de 30 milhões de dólares arrebatou mais 300 ao redor do mundo. Logo, com o sinal verde da boa aceitação de público a sequência entrou na esteira das adaptações.

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A segunda parte da história se inicia onde a primeira terminou. Depois de fugirem do labirinto, encontrarem e descobrirem o sistema macabro que administrava aquele lugar e de serem “resgatados” pelos rebeldes, começa a “Prova de Fogo”. Quem já leu todas as obras da série tem em mente o que acontecerá não só aqui, mas na série como um todo, porém para aqueles que querem ver a versão “animada e resumida”… Os jovens sobreviventes são levados para uma grande instalação onde descobrem outras coisas. Primeiro, que o labirinto onde estavam não era o único que existia e segundo… Os “heróis da resistência” não são tão bonzinhos assim… Seria uma má ideia correr de novo?

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Produções que se baseiam em best-sellers sofrem do problema padrão de (certo modo) corresponder à expectativa dos fãs dos livros na versão cinematográfica, mas também construir uma obra de valor que possa ser atraente mesmo para aqueles que não têm tempo ou possuem preguiça de ler. Parabéns ao jovem Wes Ball. Aos 35 anos este lança apenas o segundo trabalho como diretor (o primeiro foi justamente o de estreia da saga) depois de anos trabalhando na função de editor de efeitos visuais. Ball cria um ritmo capaz de prender o telespectador.

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Como obra, “Maze Runner – Prova de Fogo” agrada e muito os fãs da versão impressa. Tem unicidade, um belo trabalho de efeitos especiais (vide a cena da cidade de San Francisco completamente destruída e engolida pelo deserto), várias e várias sequências de ação, perseguições, adrenalina, muita correria é claro, mas, talvez, o maior empecilho deste seja exatamente o oposto do primeiro. Se “Correr ou Morrer” sofria com limitações de cenário, este, por outro lado, vive uma constante troca de locações. Por se passar em um deserto é possível afirmar metaforicamente que é um “trabalho nômade”. O público não tem tempo de se acostumar com o ambiente apresentado. Não há espaço para respirar. Só há para correr. O que pode gerar o sentimento de falta de profundidade pelas constantes mudanças. Algo compreensível, no entanto, visto que esta é uma adaptação de texto para as telonas.

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De todo modo, tal qual a saga Harry Potter, “Maze Runner” apresenta uma evolução seqüencial. O primeiro por servir como apresentação das personagens, se passar em um lugar literalmente fechado e ser feito por apenas adolescentes no elenco, deixou a produção sem um peso dramático. Diferentemente deste. Aqui há mais ação (esqueça os Verdugos… prepare-se para fugir de muitos Cranks velozes! – quem já jogou o jogo de videogame “The Last Of Us” terá uma empatia a mais), constante mudança de locações e a feliz participação de atores adultos experientes, com destaque para Giancarlo Esposito como “Jorge”. Sendo assim, você pode “correr” sem medo para o cinema.

Confira a cobertura completa da Premiere e Coletiva de Imprensa de ‘Maze Runner: Prova de Fogo’, que contou com a presença dos atores Kaya Scodelario e Giancarlo Esposito:

Por Afonso Rodrigues.