SINOPSE

Um dos maiores avanços da neurociência é ter descoberto que os bebês são muito mais do que uma carga genética. O desenvolvimento de todos os seres humanos encontra-se na combinação da genética com a qualidade das relações que desenvolvemos e do ambiente em que estamos inseridos. O Começo da Vida convida todo mundo a refletir como parte da sociedade: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade?

FICHA TÉCNICA

Direção:

Estela Renner

Roteiro:

Estela Renner

Gênero:

Documentário

Produção:

Marcos Nisti, Luana Lobo, Estela Renner, Marcos Nisti

Elenco:

Atores Desconhecidos

Nacionalidade:

Brasil

Ano de Produção:

2015 / 2016

Data de Lançamento:

5 de maio de 2016 (1h 37min)

Distribuição:

Maria Farinha Filmes

CLASSIFICAÇÃO

Direção:

Roteiro:

Fotografia:

Trilha-Sonora:

Efeitos Visuais:

Efeitos Especiais:

Direção de Arte:

Elenco:

Item não avaliado

Montagem:

Figurino:

Maquiagem:

O Começo da Vida

Alguns temas, dependendo da direção que tomam, podem se tornar grandes bobagens politicamente corretas. Este não é o caso do brilhante filme de Estela Renner, o documentário produzido em parceria com ONGS e empresas, aliadas a UNICEF que curiosamente tem como mote algo que faz parte da agenda política humanitária de esquerda ou centro-esquerda da atualidade. O estado do ser humano em meio a um mundo predatório e individualista, onde seu próprio nascimento está comprometido, com a pulverização familiar, problemas sociais, e a própria lógica neoliberal que entende o cidadão como uma questão alheia ao Estado.

Ou seja, os seis primeiros anos de vida e o que se deveria fazer com eles para pensar a longo prazo o estado da sociedade. O homem além de mão-de-obra é um capital aplicável, algo que deve ser investido e valorizado, mas não só como produto, mas como remediador dos problemas sociais.

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Para criar uma discussão tão abrangente, a diretora engloba nove países e suas realidades diversas, (Brasil, China, Índia, Estados Unidos, Itália, Canadá, Quênia, Argentina e França) com suas políticas sociais e realidades econômicas postas a prova, mas antes disto, habilmente ela nos deixa enxergar a criança ao nascer pelos seus traços cognitivos, afetivos e necessidades biológicas. Usando uma câmera sensível e microscópica com auxílio de depoimentos de especialistas da neurociência.

O primeiro ato da produção é sensível e capta o expectador pela emoção natural ao vermos a criança e depoimentos de suas mães, de Gisele Bundchen a Phula, uma jovem indiana que cria seus irmãos em uma comunidade em meio as grandes construções das capitais de seu país.

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O segundo ato é o da conscientização, pois contextualiza o público fisgado emocionalmente que só se pode resolver os problemas do futuro de países com intervenção do Estado como garantidor da presença dos pais, heterossexuais ou homossexuais na vida de seus filhos. Isto é o ‘estado de bem-estar social’, aplicado em países como a França ou Suécia. Isto faz com que talvez seja o filme mais completo e consciente sobre o assunto. Uma obra-prima que coloca política e humanidade na mesma medida. Um achado.

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