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Já era de se esperar que esse recente longa do diretor Wes Anderson seria mais do que um simples entretenimento. Anderson conhecido por produzir e dirigir filmes excelentes como “Os Excêntricos Tenenbaums”, o divertido “O Fantástico Sr. Raposo” e “Moonrise Kingdom”, todos com co-produção de Scott Rudin, que tem um Oscar em sua prateleira, o violento “Onde os Fracos não têm Vez”. Mas, Wes não começou sua carreira com estes bons filmes.
Teve em seu currículo “Três é Demais” e “Pura Adrenalina”, que muitos fãs do seu estilo ‘filmes cabeça’ preferem ignorar. O roteiro (que aliás, excelente) também fica por conta dele e como sempre, rende boas risadas e óbvio, vindo de um sujeito que tem visão cinematográfica sempre focando o seu público e com um estilo próprio e desfilando sua verve cômica como de costume.
Filmado em Görlitz, Saxony Alemanha, “O Grande Hotel Budapeste” teve a colaboração de Adam Stockhausen, diretor de arte responsável pela direção de arte de Moonrise Kingdom, que pra elaborar a fachada do hotel, teve várias referências de hotéis antigos europeus. A fachada que Stockhausen construiu, foi de uma maquete com estilo arquitetônico clássico. O trabalho bem feito, que chega a impressionar, deixou um certo charme valorizando bem as épocas em que são passadas. Do elenco excelente ao roteiro inteligente e cheio de reviravoltas e com momentos de suspense, a bem elaborada cena da perseguição na neve é uma das melhores cenas. Na passagem do drama à ação que tem uma pitada de romance (que o diretor prefere não explorar) e com o humor sempre presente, consegue manter o interesse. A bela paisagem ajudada pela fotografia de Robert Yeoman que trabalha com Anderson desde “Pura Adrenalina”, é capaz de deixar o especador deslumbrado.
Sim, “O Grande Hotel Budapeste” merece ser conferido. Seu elenco é composto por F. Murray Abraham (vencedor do Oscar de melhor ator por “Amadeus”), Ralph Fiennes, Bill Murray, Edward Norton, Willem Dafoe, Tilda Swinton e Adrien Brody (vencedor do Oscar de melhor ator por “O Pianista”) e que com sua mão firme, Anderson consegue destacar cada um deles. Outro destaque é do ator Tony Revolori como o fiel empregado.
Tudo em “O Grande Hotel Budapeste” é fascinante e mesmo passando numa época de guerra mundial, não permite que isso cause uma má impressão. O novo trabalho de Wes resultou num clássico moderno que ganha encanto pela produção sofisticada e não oferece nada além do que se espera dele: um filme extraordinário.