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Num mundo destruído por um vírus, que deu fim à vida de uma enorme parte da população, os poucos sobreviventes se focam na tentativa de reaver a vida que tinham antes da epidemia, ou pelo menos um pouco dela. Para isso, o grupo de sobreviventes, liderado por Malcom, interpretado por Jason Clarke, precisa reativar uma usina localizada no território pertencente aos primatas, liderados por Cesar, vivido por Andy Serkis, mais uma vez digitalizado pela técnica de motion capture. Com isso, o desenrolar da história tem seu ponto inicial.
“Planeta dos Macacos”, como muitos sabem, teve origem através da obra literária de Pierre Boulle, “La Planète des Singes”, e o primeiro longa da série estreou em 1968. Depois de 46 anos, a nova franquia se mostra muito diferente, não apenas em relação ao fator visual e estético, mas em muitos outros.
Em “Planeta dos Macacos: O Confronto” especificamente, nos deparamos com duas espécies, que apesar de muitas diferenças e preconceitos, se mostram muito semelhantes entre si. De um lado, Malcom, um homem bom, que leva o peso dos erros da humanidade nas costas, e do outro, dois símios que possuem diferentes opiniões, Cesar, a importante referência ao primeiro filme da franquia, conheceu o amor e a compaixão através do cientista Will Rodman, interpretado por James Franco em “Planeta dos Macacos: A Origem”, e Koba, interpretado por Toby Kebbell, que viveu por anos sendo cobaia de humanos, tem o ódio pela espécie cravado em seu peito.
Os símios de “Planeta dos Macacos: O Confronto” nada mais são do que o reflexo dos seres humanos, onde Cesar representa o lado bom, esperançoso e sentimental, e Koba, o lado sombrio, dissimulado e mentiroso da nossa espécie.
O diretor Matt Reeves fez um excelente trabalho com a composição visual da produção, mas nada o filme seria, sem as incríveis atuações de Andy Serkis e Toby Kebbell, que interpretaram respectivamente, Cesar e Koba, como já foi dito anteriormente. Os dois atores, digitalizados pela técnica de motion capture transmitiram a emoção e a intensidade nos comportamentos de seus personagens apenas pelo olhar. Andy Serkis é o melhor ator da produção, passando à frente do veterano Gary Oldman, que interpretou Dryfuss, um dos líderes do grupo de sobreviventes.
A trilha sonora conta com alguns elementos que fazem referência ao filme original, lançado em 1968.
Algumas falhas no roteiro existem, mas não são suficientes para prejudicar a produção que nos encanta com os perfeitos efeitos especiais. A tecnologia 3D não está bem definida no longa, sendo pouco influente.
“Planeta dos Macacos: O Confronto” consegue levar ao espectador uma nova perspectiva da franquia, sem deixar de lado o passado de Cesar.