SINOPSE

“O cinema brasileiro não é pragmático, mas sim, metódico”. Se fossemos conversar com os produtores dos principais sucessos de público, em se tratando de cinema nacional, entenderíamos de forma bem mais simples o porquê dessa afirmação. ‘Qualquer Gato Vira-Lata 2’ só existe porque um sucesso, exige uma continuação.

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É bem verdade que isso não se aplica somente aos filmes brasileiros. Ainda assim, parece que todas as comédias brasileiras, precisam de uma continuação, caso tenham ido bem nas bilheterias. Mesmo que desnecessária, a continuação do filme de 2011, funciona bem naquilo que se propõe: divertir sem compromisso.

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Talvez seja por isso que deixaram de lado uma direção mais “técnica”, como as de Tomas Portella e Daniela De Carlo, para adotar um estilo mais video clipado de Roberto Santucci. A escolha se mostra um acerto por causa do talento do diretor em brincar com os clichês de comédias americanas, e aplicar elas no cinema brasileiro.

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Estão lá as piadas sujas (algumas grosseiras, especialmente no final), a necessidade de dar um tom moral a trama (o terceiro ato é extenso e cansativo), as participações especiais (Fabio Jr. emocionante, por incrível que pareça) e é claro, a falta de compromisso com dramaturgia de novela. Em dados momentos, o filme não se leva a sério, e por isso mesmo faz piadas e gozações de si próprio. É um forma inteligente e engraçada de ressaltar que o filme é puro entretenimento, e não precisa ser levado tão a sério.

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Se não estivéssemos tão acostumados a ver continuações, tais como ‘De Pernas Pro Ar 2’, ‘Até que a Sorte Nos Separe 2’ e ‘Muita Calma nessa Hora 2’, seria fácil cravar ‘Qualquer Gato Vira-Lata 2’ como uma boa comédia. Infelizmente nós já vimos esse filme em outras oportunidades, só que de outra forma e com outros personagens. Essa continuação tem méritos próprios de não se levar a sério, e por isso mesmo é engraçada. Resta saber se os executivos do filme estão na mesma sintonia.