Após desbancar ‘Game of Thrones’ como a mais popular entre os usuários do IMDB, ‘Stranger Things’ se tornou a terceira série mais assistida do Netflix. Ainda que os executivos do canal de streaming admitam que o método de análise da SymphonyAM é impreciso, não deixa de ser um grande feito para uma série lançada a apenas um mês. Atrás apenas de ‘Fuller House’ e ‘Orange is the New Black‘ é ainda mais incrível ela já estar na frente de outras famosas como ‘House of Cards‘, ‘Demolidor‘ e ‘Jessica Jones‘.

Para o público que nasceu entre as décadas de 70 e 80, e acompanhou as sessões da tarde durante os anos 90, assistindo a filmes como ‘E.T. – O Extraterrestre’ de 1982, ‘Os Goonies’ de 1985 e ‘Conta Comigo’ de 1986, ver um seriado que relembre estes sentimentos nostálgicos, certamente explica uma parte do sucesso de ‘Stranger Things’. O longa-metragem ‘Super Oito’ de 2011, dirigido por J.J. Abrams, já nos brindava com essas boas sensações, porém se esgotava em suas 1h50min, deixando um gosto de quero mais, supridos apenas agora em 2016 por uma produção diferente, porém, com as mesmas inspirações . Além dos excelentes oito episódios de 60 minutos, disponibilizados pelo Netflix, a segunda temporada já foi aprovada e os irmãos criadores e diretores Matt Duffer e Ross Duffer, já divulgaram suas intenções para o futuro da produção.

StrangerThings0

Crédito: Divulgação

A ideia para as próximas temporadas é que acompanhemos os personagens de ‘Stranger Things’, conforme eles crescem, como em ‘Harry Potter’, como já divulgado pelos próprios idealizadores. Os irmãos Duffer são mais conhecidos por colaborar como roteiristas e diretores de alguns episódios na série ‘Wayward Pines’, produzida e dirigida, principalmente, por M. Night Shyamalan, onde já se podia ver alguns aspectos do suspense característico de seus gostos e escrita. Além disso, dirigiram o filme ‘Hidden’ de 2015 (não distribuído no Brasil), que também já apresentava uma excelente qualidade como construção de terror psicológico, relativamente bem-escrito, eficaz em criar um thriller bastante tenso e com um interessante “pano de fundo” de ficção científica.

Surgiram na internet, logo após o lançamento da série, algumas especulações de que ela seria baseada em um algoritmo do Netflix, que mediria os gostos dos espectadores. Este é um recurso que provavelmente será utilizado em um futuro próximo, mas provavelmente não se aplica aqui, ainda mais se analisarmos os trabalhos anteriores dos Duffer. Afirmar isso seria uma depreciação de uma obra realizada com tanto carinho e com referências, que dificilmente poderiam ser, em sua maior parte, atribuídas a um programa de computador. Certo é, que tanto eles, quanto o site de séries e filmes mais acessado do momento, estão sintonizados com o que determinado público mais gosta.

StrangerThings1

Crédito: Divulgação

Já na abertura a série comunica a que veio, com seu tema de abertura, ‘Elegia’ do New Order, interpretada por Kyle Dixon & Michael Stein, que utiliza os sintetizadores típicos da época em que a narrativa se passa. Temos, também, os caracteres em neon vermelho do título da abertura, inspirados no trabalho do designer Richard Greenberg, que entre outros, criou as fontes dos títulos dos pôsteres, de filmes como ‘Superman – O Filme’ de 1978 e ‘Zona Morta’ de 1983. Além disso, o formato e disposição das letras se parecem muito com a forma como é grafado o nome de Stephen King, em seus livros, autor que se tornou uma influência, tanto para a série, quanto para diversos filmes das décadas de 80 e 90, adaptados ou não de suas obras. Inclusive, o “Rei do Terror”, chegou a postar elogios ao seriado em sua conta no Twitter, “STRANGER THINGS é pura diversão. A +. Não perca. Winona Ryder brilha”, tuitou.

Com citações diretas a filmes como ‘Tubarão’ de 1975 e ‘Uma Noite Alucinante – A Morte do Demônio de’ 1985, (em cartazes espalhados pelo cenário) ‘Poltergeist – O Fenômeno’ de 1982 (em diálogos sobre uma sessão de cinema), tudo contribui muito, para passar para o público uma sensação de familiaridade. Já as referências indiretas ao cinema e outros ícones da cultura “pop”, são quase incontáveis. Dos já citados trabalhos de Steven Spielberg e Stephen King, a livros como ‘O Hobbit’, o RPG ‘Dungeons & Dragons’, a HQ X-Men #134 da famosa saga da Fênix Negra, até mangás e animes como ‘Akira’ de 1988. A trilha sonora, também é uma viagem “oitentista”, com músicas de artistas como The Clash (banda preferida de um dos personagens), Joy Division, New Order e outros clássicos que nos ajudam a entrar na atmosfera nostálgica musical, que embala cada episódio.

StrangerThings2

Crédito: Divulgação

Os cinéfilos mais atentos vão reconhecer influências de outras obras cinematográficas como ‘Contatos Imediatos de Terceiro Grau’ de 1977, ‘Alien, O Oitavo Passageiro’ de 1979, ‘O Enigma de Outro Mundo’ de 1982, ‘Chamas da Vingança’ de 1984, ‘Comando Para Matar’ de 1985, dentre muitas outras. Entretanto, mesmo um público que não assistiu a maioria destes longas-metragens citados, vai conseguir apreciar ‘Stranger Things’, pela sua capacidade narrativa e qualidade técnica. Além da fotografia, edição, montagem e efeitos visuais, que colaboram narrativamente, nunca deixando o ritmo cair demais, o fato de o enredo se distribuir, por apenas oito episódios, certamente é eficiente em não deixar com que o público se canse e perca minimamente o interesse pelo que assiste, ficando com vontade de ver mais.

O elenco traz Winona Ryder (outra clássica presença dos anos 80 e 90), numa excelente performance que emociona e convence como uma mãe perturbada em busca do filho desaparecido. Matthew Modine e David Harbour, também atribuem qualidade ao “casting”, com atuações condizentes com o que seus personagens exigem. O elenco mirim foi cirurgicamente escolhido entre centenas de crianças testadas e é difícil imaginar atores mais carismáticos e “fofos” que Millie Brown (Eleven), Finn Wolfhard (Mike) Caleb McLaughlin (Lucas), Gaten Matarazzo (Dustin). Prova disto é que eles conquistaram, especialmente o público brasileiro, que retribuiu com muito carinho nas redes sociais, sendo correspondidos por mensagens e vídeos de agradecimento. Você pode assistir alguns deles no final deste texto.

StrangerThings3

Crédito: Divulgação

O mais impressionante é que ‘Stranger Things’ estreou sem muito alarde e expectativas anteriores, pois o que mais se leu antes de ser disponibilizada é que era nova séria do Netflix estrelada por Winona Ryder. Mesmo os veículos especializados que tiveram acesso antes da estreia, não reconheceram o potencial popular do conteúdo a ser explorado, o próprio canal de streaming, que geralmente investe bastante em marketing pré-estreia, em outras produções, só investiram mais efetivamente após a confirmação do sucesso. Entretanto, o departamento de publicidade, especialmente brasileiro, correu atrás do prejuízo, lançando dois comerciais genialmente associados a Xuxa (nossa atriz/apresentadora, que mais representa a excentricidade da TV brasileira da década de 80). O primeiro brinca com a lenda urbana da “boneca da Xuxa possuída”, o segundo, traz a própria “rainha dos baixinhos, revivendo alguns de seus programas que fizeram sucesso como “meme” pela internet nos últimos anos, entre outros mitos associados a sua figura.

Leia mais sobre ‘Strager Things’ no nosso site:

CRIADORES DE ‘STRANGER THINGS’ COMPARAM O FUTURO DA SÉRIE COM A SAGA ‘HARRY POTTER’

http://pipocadepimenta.com/cinemundo/noticias/criadores-de-stranger-things-comparam-o-futuro-da-serie-com-a-saga-harry-potter/

XUXA PARTICIPA DE VÍDEO PROMOCIONAL DE ‘STRANGER THINGS’

http://pipocadepimenta.com/cinemundo/noticias/xuxa-participa-de-video-promocional-de-stranger-things/

Confira os vídeos abaixo:

O MAIOR MISTÉRIO DOS ANO 80

XUXA E O BAIXINHO QUE SUMIU

MILLIE BOBBY BROWN, A ONZE, MANDA RECADO PARA O BRASIL!

#brasil #milliebobbybrown #eleven #strangerthings here's another for you guys ❤️❤️❤️

Um vídeo publicado por Millie Bobby Brown (@milliebobby_brown) em

GATEN MATARAZZO, O DUSTIN DE ‘STRANGER THINGS’, AGRADECE AOS FÃS BRASILEIROS

For all my fans in Brazil!! 😘🇧🇷

Um vídeo publicado por Gaten Matarazzo (@gatenm123) em